No capítulo X – “Em Aprendizado” –, André relata que os obsessores retomaram o trabalho obsessivo de aniquilamento sobre Margarida:

 

“Percebi a facilidade com que os seres perversos das sombras hipnotizam as suas vítimas, impondo-lhes os tormentos psíquicos que desejam.”

 

André Luiz ressalta que o trabalho da falange de Gregório, sob a coordenação de Saldanha, agia sobre outras vítimas na cidade. Na residência de Margarida, apenas haviam ficado Saldanha, dois magnetizadores, os três amigos – André, Elói e Gúbio – “e a coleção de mentes, em ‘formas ovóides’, ligadas ao cérebro da senhora flagelada”.

 

Aquela era a oportunidade esperada por Gúbio, que, então, passa a dialogar com Saldanha.

 

Gúbio, ouvindo o obsessor, fica sabendo que o pai de Margarida, um “juiz sem alma” lhe havia devastado o lar: “Faz onze anos, precisamente, que a sentença cruel de um magistrado caiu sobre os meus descendentes, exterminando-os…”

 

Quase sempre, quem prejudica alguém ignora que está causando prejuízo a um grupo de corações… Por exemplo: quem tira a vida de um pai de família, está ocasionando grave prejuízo não apenas ao espírito que constrangeu a deixar o corpo, mas, praticamente, a todos os seus familiares…

 

Saldanha tivera o filho, Jorge, condenado injustamente – por um crime de que não havia sido o autor! Ele, na condição de pai desencarnado, tentara interceder inutilmente…

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“O magistrado, porém, longe de aceitar-me a inspiração, que o convidava à justiça e à piedade, preferiu ouvir pareceres de amigos influentes na política dominante, que vivamente se interessavam pela indébita condenação, na ânsia de exculpar o verdadeiro criminoso.”

 

Não é difícil de imaginar a situação espiritual de quantos, atravessando as fronteiras do túmulo, deparam-se com as injustiças praticadas –os atos de desonestidade, de corrupção, de grandes prejuízos, não raro, causados a gerações inteiras de almas, que, assim, têm a bendita oportunidade de aprendizado na reencarnação praticamente anulada!…

 

Em consequência do que estava sofrido pelo marido, Jorge, a nora de Saldanha, Irene, cometera suicídio… A esposa de Saldanha, Iracema, desencarnara num “catre de indigência”… A sua neta, ainda quase menina, trabalhava como serviçal no lar de Margarida, onde um seu irmão tentava seduzi-la…

Complexa a situação, não obstante, não difícil de encontrar em muitos dos lares terrestres.

 

Jorge, filho de Saldanha, condenado sem culpa, da prisão se transferira para um hospício…

 

E o obsessor pergunta a Gúbio: “Acredita possa meu cérebro dispor de recursos para meditar em compaixão que não recebi de pessoa alguma. (…) Foi nesse estado que o sacerdote Gregório me encontrou e agradou-se de minhas disposições íntimas. Necessitava de alguém, de alma suficientemente endurecida, para presidir à retirada técnica desta moça que ele deseja arrebatar, devagarinho, à existência terrestre, e louvou-me o ânimo firme.”

 

Diz André que Gúbio tudo escutava em completo silêncio, imperturbável.

 

Irmãos e irmãs, notemos como, por vezes, um simples ato de perdão pode interromper um drama obsessivo que acomete incalculável número de pessoas – drama suficiente para se arrastar por vários lustros, décadas, ou séculos…

 

Não dá nem para imaginar no que, ao longo de nossas existências sucessivas, temos nos envolvido, não é?! E, sendo assim, reclamarmos de quê?!…

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 26 de maio de 2019.

 

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.blogspot.com/2019/05/xlix-reflexoessobre-o-livro-libertacao.html

Antonio Nazareno Favarin Dr. Inácio Ferreira
Blog do Dr. Inácio Ferreria mantido pelo medium Carlos A. Baccelli
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