Você alguma vez já parou para pensar que o trabalho faz mais sentido em nossas vidas, quando o vivenciamos da melhor maneira possível no nosso Modus vivendus? Vejamos, pois, do que se trata. André Luiz fora convidado para uma reunião mediúnica na Terra para analisar alguns médiuns que se reuniam numa determinada Casa Espírita. O fenômeno anímico ali também era um tabu temível para todos os médiuns iniciantes ou não. Mas com prática no estudo perseverante da mediunidade, certamente alcançará, cada servidor, as notas de inspiração de que precisa para se tornar em carta segura do Evangelho de Jesus na Terra.

Na citação a seguir feita por Calderaro a André no seu livro “No Mundo Maior” no capítulo 9 intitulado “Mediunidade”, pelos dons mediúnicos de Chico Xavier, nos informa da importância do trabalho ativo e comedidamente compreendido, de uma senhora, nessa reunião, a mais receptível daquele grupo. Em dado trecho encontraremos: “Não lhe absorve (ela), o entusiasmo atual pela Ciência, por ainda não trazer de outras existências, nem haver construído, na experiência atual, as necessárias teclas evolucionárias, que só o trabalho sentido e vivido lhe pode conferir”. Muita coisa nessa citação há de ter nossa merecida atenção.

A mediunidade é um impulso que muitas vezes não nasce pronto para todos. Existe uma gradação de sensibilidades que divergem de um médium para outro. Muitos já se apresentam razoavelmente prontos necessitando de alguns reajustes comportamentais enquanto outros iniciarão sua mediunidade desde o seu bê-á-bá.  Aqui, em todos os sentidos, o estudo é essencial para que o medianeiro se promova a desbravador da própria mediunidade tendo conhecimento do terreno delicado por onde se manifestará a sua personalidade no plano da Espiritualidade Maior.

O conhecimento mediúnico é fundamental para que, o médium, venha a ter destreza no mundo invisível ainda desconhecido na sua totalidade por todos nós. Existências várias serão necessárias para que a mediunidade se pronuncie mais vibrante, mais alicerçada na presente existência sem que o estudo, dela, faça contínuo, sem nenhuma interrupção.

Não se desenvolve, tão somente, a mediunidade assentado numa mesa fazendo parte de uma reunião mediúnica. É um erro pensar assim. Ela se encontra também presente quando se participa cotidianamente de uma campanha do quilo, de uma sopa fraterna, de uma visita a enfermos acamados, consolando irmãos que se encontram à beira da loucura… Aqui está o que o preclaro instrutor disse quanto às teclas evolucionárias, ou seja, o trabalho sentido, vivido e suado, a ferro e fogo, moldado nas suas entrâncias ainda inacessíveis pelo próprio espírito ainda aprisionado nas suas enchanças de orgulho e vaidade.

Aquele que se acha possuidor dessa ou daquela mediunidade procure nela se encontrar melhor estudando e analisando-a na sua essência, como também destrinchando, vamos dizer assim, o fenômeno em si. Não adiantará sentar numa mesa mediúnica se que nem mesmo, o próprio médium saiba diferenciar o que pode ser seu ou de um espírito – bom ou mau – nela, presente. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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