Você alguma vez já parou para pensar que existem pessoas que sofrem bem mais do que nós e que não se revoltam por isso? E que nós, na sua maioria, choramos de barriga cheia? É fato de que sempre estamos insatisfeitos por algo ou por alguma coisa. Seja pelo supérfluo que nos acicata a alma nas masmorra do egoísmo, ou pela carência de recursos melhores para a nossa sobrevivência, envenenamos nosso espírito por falta exclusiva de tutano espiritual. Aí, é um Deus nos acuda…

O homem viciou-se mal ante suas vontades. Muitas vezes nem sabe o que pede e quando consegue – por ares das graças – e venha a dar errado, culpa Deus por ter-lhe enviado tantas desgraças. O ser humano é um complexo emaranhado de egos do passado alimentados pela mesma individualidade e que hoje se perde no próprio raciocínio.

Na conversação de Cipriana com o verdugo assassinado pelo seu melhor amigo, desabafando acerca do sofrimento que passava, disse ela firme nas palavras: “… muitos retiram do sofrimento, o óleo da paciência, com que acendem a luz para vencer as próprias trevas, ao passo que outros dele extraem pedras e acúleos de revolta, com que se despenham na sombra dos precipícios”.

Mesmo em momentos que nos fazem atingir o ápice do desespero, mas conscientes da realidade de que nada passamos por acaso, conseguiremos elevar o pensamento a Deus pedindo forças restauradoras da paz de espírito para sorvermos, assim, as provas de que temos que passar. Indignar-se não levará a resultado positivo algum. Temos que ter mais fé no Criador. Conscientizarmos de que tudo é experiência e, em cada uma delas, deveremos tirar lições instrutivas que irá burilar nosso caráter ainda em formação.

Vendo que o algoz agora chorava, disse-lhe com tom sincero àquela criatura também filho de Deus: “Chora! Desabafa-te! O pranto de compunção tem miraculoso poder sobre a alma ferida”. Ante situações como essa ou aquelas outras várias, pelas quais a vida nos faz emparelhar com as provas, o choro é qual removedor dos sentimentos acrisolados na intemperança e desilusão. Embora devemos reconhecer que tudo em excesso quanto à sua carência prejudicam radicalmente a alma em jornada evolutiva sempre ascendente.

Devemos aproveitar enquanto o remorso se nos bate à porta do coração infenso para reaver antigas posições pelas quais muitas vezes nos entregamos sem ver um pouco mais além as suas consequências. Muitas vezes, nessa invigilância, atraímos para nós sofrimentos que estariam distanciados se se auscultássemos melhor nossa consciência sempre precisa ante nossos escolhos do caminho. E, quem de nós, nesse sentido, poderia atirar pedras nos semelhantes reconhecendo que, se aqui nos encontramos em um mundo de provas e expiações, é fato que também algo temos que ressarcir ante qualquer sofrimento que se nos avizinhe a alma, para que assim, estejamos de mãos e corações limpos para compreender melhor as benesse do Criador. Simples, não acha, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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