(Perguntas e respostas)

– Dr. Inácio, o senhor crê que, na chamada “Síndrome do Pânico”, possa existir alguma espécie de influenciação de espíritos obsessores?

– Tenho certeza disso. Não obstante, não nos esqueçamos de que os espíritos, sejam eles bons ou não, agem com a função do fermento, fazendo crescer a massa – sem a farinha de trigo, ou outra que lhe possa substituir a finalidade, o fermento não passa de elemento inócuo.

– O que o senhor quer dizer com isso?…

– Quero dizer o que está dito: a Síndrome do Pânico, em sua causa básica, antes é uma fragilidade espiritual, ou psicológica – escolham o termo que melhor lhes adequar –, de quem esteja padecendo de semelhante processo de intranquilidade em si mesmo, do que devido somente à ação externa de espíritos perturbadores.

– “Causa básica”… Qual seria ela?…

– Na realidade, podem ser apontadas várias, não obstante, a mais comum é a do medo que o espírito encarnado faceia ante a perspectiva da “morte”, porque, de alguma maneira, traz a sua consciência comprometida por determinadas atitudes, ou, no mínimo, pela falta de bom aproveitamento do tempo ao seu dispor na encarnação. Outra, de não menor ocorrência, seria cobrança que, através do inconsciente, a consciência lhe efetua.

– O senhor não crê, então, na existência de desajustes na química cerebral, ou, ainda, nas condições hormonais do organismo, determinando o “Pânico”?…

– Todos os nossos desajustes espirituais, os mais sutis, encontram, e encontrarão sempre, a sua correspondência no corpo físico, como efeitos, e não causas determinantes deles – a causa de todos os nossos males, sem dúvida, é a nossa imperfeição espiritual! O corpo é instrumento das doenças do espírito! Aliás, como já foi dito não me recordo por quem – talvez André Luiz –, o corpo carnal é o escoadouro das mazelas do espírito!…

– Considera, no entanto, louvável o esforço da Farmacologia, com as prescrições médicas no sentido de controlar as manifestações da referida “Síndrome”?!…

-Claro! Não obstante, medicamento algum, por si só, será capaz de fazer o trabalho interno que o portador da “Síndrome do Pânico” deve ser orientado a fazer em si mesmo, no fortalecimento espiritual que não há quem possa adquirir a não ser TRABALHANDO em favor de uma causa nobre.

– Doutor, contudo, existem pessoas que, emocionalmente, se mostram fragilizadas demais…

– Que se arrastem! Que alguém as arraste! Pois, caso contrário, após o seu desenlace, o estado de pânico haverá de persistir nelas – desencarnação não cura doença psíquica! Exceções, em final de prova, podem existir, mas, a rigor, muitos doentes se transferem para o Mundo Espiritual com as doenças que adquiriram – e não estou me referindo apenas às doenças psíquicas, não!…

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– Para vencer esse pavor do desconhecido, ou da morte, que, em muitos, se manifesta em forma de doença, que o senhor aconselharia?…

– Ah, que pensem com serenidade na possibilidade de “morrerem” como Emmanuel aconselhou a Chico Xavier, que gritava, com outros passageiros, ante a iminência de fatal acidente aéreo: “Morrer com educação”! Não é fácil, mas, treinando, a gente consegue…

– Doutor, o senhor é hilário…

– Eis aqui um “santo” remédio contra a “Síndrome do Pânico”: ALEGRIA! Eu nunca vi ninguém verdadeiramente alegre sofrer da tal “Síndrome”! A tais enfermos, eu digo: está lhes faltando encontrarem alegria no trabalho, fazendo o trabalho da alegria!…

– E os obsessores?!…

– Obsessores, encarnados e desencarnados, não aguentam gente alegre – eles querem gente triste como pasto!…

– Acredita que a “Síndrome do Pânico” possa inutilizar alguém na encarnação, levando-a a ficar excessivamente dependente de medicamentos?…

– Infelizmente, milhares de casos assim existem, no mundo todo! Mas, afinal, ninguém reencarna para o fracasso. Movimentemos os recursos de nossa fé em Deus, sem, no entanto, ficarmos na expectativa de soluções que nos cheguem de “fora para dentro”…

– Outro conselho final a quem esteja sofrendo assim?…

– Meu irmão/ minha irmã: pegue o seu “Pânico” e vá trabalhar com “ele” – como, igualmente, ensinava Chico Xavier, convide o seu possível obsessor, para que possa ir junto – ele também deve estar com medo de alguma coisa, e, em geral, o medo dele é o de reencarnar a qualquer hora! Um espelho nunca reflete apenas quem se mira nele, mas também a quem se encontra ao lado… Levante-se, com humildade, e vá trabalhar – se você desencarnar a caminho do serviço com Jesus Cristo, você O encontrará, MAS EM SUA CAMA, OU EM SEU SOFÁ, ISTO NUNCA IRÁ ACONTECER!…

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 1º de fevereiro de 2016.

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.zip.net/arch2016-02-01_2016-02-29.html

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1 Comentário

  • Prezado Inácio Ferreira

    Síndrome do pânico não é sentir medo de nada, nem da morte. Sua recomendação de pegar “o pânico” e ir trabalhar junto com o obsessor é totalmente desinformada.
    O doente desse transtorno não é necessariamente triste, nem é alguém que sofre no sofá ou na cama. Eu tinha essa mesma impressão e sugestão, até o dia que me vi com esse mal. Só que eu não sou médica psiquiátrica, mas sou Espírita há muitos e muitos anos. Afirmo que os transtornos espirituais ou psicológicos atuais tem outras causas que vão bem além da obsessão, muito além da tristeza e em nada tem haver com medo.
    A palavra pânico aí empregada não é sinônimo de medo.
    Tenho pesquisado muito. Concordo com o senhor que carregamos nossas doenças e males, sem dúvida somos responsáveis por todos eles.
    Mas penso que é necessário levarmos em consideração o período de transição e as alterações planetárias. Por exemplo: a ressonância de Schumann; a mudança do eixo do planeta em vários centímetros, dentre outros fatores.
    Todos seres vivos estão sujeitos às influências magnéticas da Terra. Existem notícias de que baleias, pássaros e demais animais migratórios acabam morrendo porque perderam a direção…..
    Concordo que se nascemos nesse período deve haver um motivo, uma expiação, talvez uma provação.
    Somente quem passou ou passa pelo transtorno da Síndrome do Pânico realmente sabe o que é isso, e quem conhece jamais faria uma recomendação tão superficial como a que o senhor fez.

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