Sem perda de tempo,
Que não quero contratempo.
O trem sai agora
E preciso ir embora.

O maquinista acelera
E eu fico na janela,
Somente na espera
De rever minha donzela.

Ela acena e eu aceno de volta
Sem nesga de mágoa ou revolta…
E começo a observar bucólicas paisagens,
Em torno de sonhos mágicos e miragens.

Acordo absorto pelo desconforto
Do banco em que encostei e cochilei.
Desperto semimorto e além do seu horto
“Só sei que nada sei”.

Observo o trem nas alturas,
Volitando sem fazer loucuras
E aproveito esta abertura,
Para me transportar com ventura.

Todo recomeço faz parte da lei natural;
É apenas uma continuação normal.
Portanto amigo, não precisa ser assim tão formal…
Ainda não sabe que estamos indo ao seu funeral?!

Thiago S. Baccelli

O Trem nas Nuvens

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