Caros irmãos em Cristo, o primeiro tema para nossas reflexões será: As nossas crianças e Deus.

Há muito que nos intriga o comportamento de vários pais Espíritas que, em nome do respeito ao livre-arbítrio de seus filhos, esquecem de encaminhar sua prole nos caminhos da espiritualidade.

Não se trata de querermos que estes se tornem Espíritas e que frequentem, especificamente, um Centro Espírita, e, sim, de que sejam expostos, desde cedo, à algum tipo de conhecimento espiritual, religiosidade, etc., isto é, aos reais valores do Espírito imortal.

Nossas CriançasSabemos que há uma diferença substancial entre religiosidade e espiritualidade, mas, na esmagadora maioria das vezes, sem o início na primeira não se chega a segunda, que é a que realmente importa.

Não poucas vezes ouvimos estes pais dizerem: “Não devo respeitar o livre-arbítrio de meu filho? Eu acredito que quando crescerem escolherão, por livre iniciativa, o caminho que desejarem. Basta meu exemplo, e é o que posso dar sem intereferir em suas decições.”

A estes, respoderíamos: Não se trata de impor, meu querido irmão, e, sim, de mostrar as várias alternativas possíveis. Se hoje, que, mesmo sendo mais maleáveis, em virtude da tenra idade, já é tão dificil arrastá-los à um culto, uma missa, reunião pública, sessão, etc., imagine quando crescerem! Aí, como é natural da idade, só acreditarão em si mesmos; donos da verdade, não mais ouvirão nossos conselhos; embriagados pelas oportunidades (fantasias) que a vida pode lhes oferecer, não mais terão tempo para cogitarem outra coisa além do que perseguirem, intensamente, as possibilidades que se descortinam à sua frente.

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O primeiro emprego, o primeiro dinheiro, a realização dos primeiros desejos. Com o gostinho na boca, a vontade de conseguir cada vez mais, estarão a um passo da busca desenfreada do ter, ao invés do ser. E assim o tempo vai passando, e o espaço disponível, bem como o desejo, para as coisas do Espírito vão sendo deixadas para mais tarde, quando não totalmente esquecidas nos planos da presente vida.

Nós, mais vividos, sabemos no que isso vai dar… Se forem muito abençoados, ainda “a vida se encarregará” de chamá-los mais tarde, através da única via que parece conseguir nos acordar: o da dor. Ou já esquecemos do que passou conosco. ? E se não tiverem tal merecimento, “as coisas do Espírito” serão deixadas para uma próxima reencarnação, sem contudo isentá-los do remédio amargo do arrependimento, remorso e a dor, que o acordar acarretará, quando do retorno ao plano espiritual.

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Lembraríamos, a estes nossos queridos irmãos, de um ensinamento, recebido por Allan Kardec, e registrado na Questão 385, em seu magistral O livro dos Espíritos:

“A infância ainda tem outra utilidade. Os Espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A fragilidade dos primeiros anos os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. É quando se pode reformar o seu caráter e reprimir seus maus pendores. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder.”

Fiquemos na paz do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fabio Dionisi

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