Você alguma vez já parou para pensar que não é só sentar em volta de uma mesa mediúnica e pedir a Espiritualidade que mandem os espíritos que poderemos nos considerar médiuns? Allan Kardec foi tão coerente por parte desse dom que confeccionou “O Livro dos Médiuns” de tal envergadura para que os futuros interessados nesse campo pudessem usá-lo com respeito, compreensão e tino espiritual.

Vejamos o que nos diz o instrutor Calderaro sobre o assunto, registrado por André Luiz no livro “No Mundo Maior” na mediunidade de Chico Xavier. “A mediunidade tem, pois, sua evolução, seu campo, sua rota”. Na criação augusta de Deus nada se cria sem antes passar por vários estágios até chegar, o Espírito, no seu ápice, no seu destino, no seu desiderato como criatura relativamente perfeita, pois absoluto somente o Criador.

A teoria quanto a sua prática são como irmãs que nunca se separam. Entre elas existe uma sintonia bastante forte. Não pode ser usada, uma, excessivamente, ou outra na sua carência escancarada. A evolução da mediunidade inicia-se com análises por trás do fenômeno em si. Como sempre digo, não é só sentar numa mesa sem que se tenha o médium, um conhecimento preciso de como se pode desenvolver esse dom. Existem armadilhas que mesmo aqueles mais astutos caem nelas desarvoradamente. E para se transformar numa obsessão é apenas uma questão de tempo.

Devemos nos conscientizar de que existem espíritos inferiores que, sintonizando com essa faixa de desequilíbrio de muitos médiuns, se aproximam destes alimentando-os de vontades que, em sã consciência, não deixariam com que essa interferência tivesse azo.

Toda mediunidade tem a sua praticidade tanto para o bem quanto para o mal segundo a visão do médium que venha utiliza-la. Seu campo de ação é vasto e ninguém até hoje deu a sua última palavra. Muito se tem que estudar, espicaçar, analisar, tirar dúvidas e jamais ter melindres, desde que estude com seriedade e bom-senso.

A mediunidade é qual roupa que temos que usar conforme a estação, ou seja, saber se apresentar perante a Espiritualidade tanto em momentos em que recebemos subsídios de amigos e mentores espirituais, quanto nos defrontamos com espíritos sofredores ou aqueles outros, das trevas, com a inteligência voltada à maldade acrisolada em corações empedrados pelo mal.

Cada situação numa reunião mediúnica denotará para o médium uma receptividade diferente, mas todas envolvidas no amor que de graça recebemos do Senhor e, concomitantemente passamos adiante com a mesma compreensão e zelo para com essa Doutrina Divina que ora professamos. Estamos entendido, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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