Você alguma vez já parou para pensar que a legítima ciência da mediunidade consiste em primeiro plano na intuição mais pura? Que a devemos desenvolve-la com consciência para que assim possamos melhor diversificar o dom mediúnico com mais compreensão e zelo? A Natureza é sempre mãe gentil desvendando a conta-gotas os mistérios ainda insondáveis por nós que, à medida da nossa compreensão e merecimento, os horizontes do saber com certeza abrir-se-nos-á.

            Assim sendo vamos ver o que o Instrutor Calderaro nos diz a respeito do título acima relatado por André Luiz no seu livro “No Mundo Maior”, pela mediunidade do médium Chico Xavier no capítulo 9, intitulado “Mediunidade”: “A ciência legítima é a conquista gradual das forças e operações da Natureza que se mantinham ocultas à nossa acanhada apreensão. (…) É de se esperar tenhamos sempre à frente ilimitados campos de observação, cujas portas se abrirão ao nosso desejo de conhecimento, à maneira que gradeçam nossos títulos meritórios”.

            Segundo os apontamentos do escritor espiritual, Moisés teve oportunidades benditas com a sua mediunidade traçando para o seu povo as diretrizes dos Dez Mandamentos em que revelava um Deus possessivo, sanguinário e indiferente às dores de Seus filhos pois que esses filhos rebeldes o eram.

            No entanto, veio Jesus com a sua doce palavra mostrando à humanidade um Deus mais compassivo, mais justo e misericordioso para com a Sua criação. Sua sintonia com o Pai era perfeita por onde praticou a Lei de Amor que é a essência de quem o tinha criado.

            Como podemos notar aqui com os dois Arautos da Humanidade, cada um trouxe em si o gérmen das suas percepções mediúnicas segundo a época em que se situaram. Um com padrões mais arraigados no castigo, no medo, nas imediações em que o povo se fazia até então credor.

            Contudo, Jesus Cristo era intitulado Mestre, pois além de nos trazer as máximas celestiais, as praticava sem exigir nada de ninguém pois sabia, Ele, da carência espiritual em que vivia o povo da sua época. Não deixou, em nenhum momento, se intimidar por aqueles que não acreditavam na Boa Nova que pregava, amando mesmo assim a todos incondicionalmente.

            A mediunidade é uma ciência que deve ser analisada, estudada, abrangida nos seus meandros de racionalidade para que haja uma certa diminuição de mistificações, pois que o animismo mesmo sendo característico de cada médium deve ser mais bem caracterizado para que não interrompa, desde então, com a fenomenologia mediúnica. Ainda com relação ao animismo poderemos atestar que deve ser retratado com desvelo e carinho, pois ele, visto como barreira para o médium, o impedirá, sim, de produzir os dons decorrentes da mediunidade a que está sendo desenvolvida e a qual ela faz parte.

            Vale o concurso de todos nós que queiramos ter um certo contato com as atividades do mundo invisível que, se não preparados, daremos vazão à absurdidades sem conta e ainda sendo manipulados por forças que nos conhecem bem mais do que nós a elas. Todo cuidado nesse sentido será pouco. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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