Continuando o assunto da semana passada, você alguma vez já parou para pensar que a educação espiritual praticada com os filhos nos lares é que irá modelar os espíritos que, através da reencarnação, regressam, muitas vezes, sem nenhuma idoneidade moral e familiar próprias? Assim sendo, toda sociedade refletirá em seu meio as consequências de uma má educação eivada pela ignorância de muitos pais despreparados.

          É certo aqui afirmar que não podemos generalizar. Claro. Tem muitos casos em que os filhos, mesmo recebendo uma educação alicerçada nos bons costumes se transformam em marginais com o passar dos anos. Isso acontece porque não dependerá exclusivamente da educação recebida dos pais, mas sim, da reforma íntima, da vontade de se melhorar do espírito diante dos vários convites que desvirtuam muitos para a senda das drogas, da prostituição, do aprisionamento desses, com espíritos inferiores que lhes alimentam todas as suas fraquezas advindas de um passado não muito distante mas que ainda é fortemente presente na atual existência.

          Por outras vezes também acontece o inesperado. Espíritos com uma bagagem maior de razão e de sentimento, reencarnam em um mundo de provas e expiações para amenizar diretamente o sofrimento dos pais, carentes de amor, de compreensão, de amor à vida. A engrenagem da evolução humana é movida sempre pelo combustível do Bem Maior em todos os segmentos em que a sua luz venha iluminar corações incondicionalmente.

          Vejamos também a continuação da conversa da mãe espiritual com a filha encarnada desligada temporariamente do corpo físico pelo fenômeno natural do sono que tinha em mente praticar o aborto relatada no livro de autoria do espírito André Luiz “No Mundo Maior”, no capítulo “Perda Dolorosa” na psicografia do médium Chico Xavier. Vejamos: “… mesmo que o mundo, ignorando a causa de nossas quedas, nos nega recursos à reabilitação, relegando-nos à reincidência e ao desamparo”.

          Devemos observar aqui que esse livro foi escrito no ano de 1947. E, nessa época as mães solteiras eram massacradas pela sociedade que sentia, tal situação, como uma afronta moral terrível. Hoje em dia, em pleno século XXI as coisas não mudaram a esse respeito. A moralidade de uma sociedade se cunha muitas vezes pela modernidade isenta de princípios idôneos de cristandade, de consanguinidade familiar, de fraternidade uns com os outros. Naquele ano, muitos atiravam pedras da indignação e de ódio, o mesmo que aconteceu com a mulher pecadora relatada pelos evangelistas.

          Como disse, as coisas não mudaram muito. Atualmente, houve, sim, uma inversão de valores. Hoje, mulheres deitam-se com homens – namorados ou não – sem se preocuparem, no futuro, muitas vezes com uma gestação indesejada. E, quando acordam para a realidade sempre é tarde demais. É… O quanto tem a humanidade que aprender na didática do Evangelho com todos os seus segmentos praticados, não é mesmo Leitor Amigo? (Continua…)

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
---------- Publicidade ---------- ---------- Publicidade ----------

1 Comentário

  • Do ano de 1947 a 2020 o que ainda nos falta a aprender . Nossas irmãs que naquela época viviam sobre pressão da sociedade familiar e a sociedade comum . Julgando por outro lado a conquista é eminente, a liberdade está aí ! O que conquistou hoje é a rejeição o menospreso a insencibilidade . O que valoriza o hoje ? Facil de se ver , cuidar do que é o certo e difícil !? Nós os poucos faremos o melhor, a liberdade tem preço , não de moeda mas de virtudes.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Share via
Send this to a friend