No capítulo XVI – “Encantamento Pernicioso” –, André promove uma pausa na narrativa sobre o caso Margarida, efetuando considerações importantes sobre Mediunidade.

 

Dona Isaura Silva, médium de vários recursos, vivia atormentada de ciúmes pelo esposo, o irmão Silva, que dirigia o pequeno grupo de tarefa mediúnica, orientado pelo benfeitor Sidônio.

 

Valendo-se de sua invigilância e fragilidade, espíritos adversários da Causa procuravam induzi-la a crer que as comunicações que aconteciam por seu intermédio não eram verdadeiras.

 

Os detalhes dos ensinamentos, transcritos por André, valem a pena serem relidos e meditados.

 

Em diálogo com Sidônio, o autor de “Libertação” pergunta o motivo de não ocorrer uma maior interferência do Plano Espiritual para que Dona Isaura se acautelasse contra o assédio que vinha sofrendo.

 

– Educação não vem por imposição – respondeu o amigo. – Cada espírito deverá a si mesmo a ascensão sublime ou a queda deplorável.

 

Desdobrada do corpo, Dona Isaura havia se encontrado, em velha casa desabitada, com dois malfeitores desencarnados.

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(A dúvida que, então, eles procuravam “plantar” na mente da medianeira, é a mesma com que, em geral, muitos espíritos buscam desalentar médiuns promissores.)

 

Eles começam explorando as emoções de Dona Isaura, relativas ao ciúme infundado que ela passara a alimentar pelo esposo, sempre atencioso para com todos os integrantes do pequeno grupo que funcionava em sua própria casa.

 

Depois de envolvê-la, ganhando a sua confiança, um deles lhe diz:

 

– (…) sou um dos espíritos que a “protegem” e sei que seu esposo lhe tem sido desalmado verdugo. A fim de “ajudá-la”, tenho seguido o infeliz, por toda parte, surpreendendo-lhe as traições aos compromissos domésticos.

 

Infelizmente, quantas desavenças em grupos de mediunidade começam assim?! Ciúme, inveja, rivalidade, melindre… De repente, comunicações mediúnicas de “encomenda” a um ou a alguns dos integrantes desse ou daquele grupo, a mistificação em cena, e os espíritos obsessores “fazendo a festa”…

 

Sidônio esclarece com precisão:

 

– Antes de tudo, os agentes da desarmonia perturbam-lhe os sentimentos de mulher, para, em seguida, lhe aniquilarem as possibilidades de missionária. O ciúme e o egoísmo constituem portas fáceis de acesso à obsessão arrasadora do bem. Pelo exclusivismo afetivo, a médium, nesta conversação, já se ligou mentalmente aos ardilosos adversários de seus compromissos sublimes.

 

Não nos esqueçamos de que Dona Isaura havia sido peça importante para que um dos terríveis obsessores de Margarida, de nome Gaspar, recebesse a devida assistência – através do trabalho realizado no singelo grupo mediúnico, diversos “corpos ovóides” haviam sido desligados da imantação psíquica que mantinham com a vítima que interessava a Gregório.

 

Chorosa, Dona Isaura comete o equívoco de pedir conselhos àqueles obsessores, iguais a tantos outros cujo interesse único é o de comprometer a Obra do Bem, na Terra – espíritos simplesmente partidários das trevas, com o intento de espalhar a desavença entre as criaturas encarnadas – espíritos adeptos de estranhas ideologias, de mentes dominadas por mentes que as controlam e subjugam, retratando a antiga letra de “Admirável Gado Novo”, que integra o cancioneiro da Música Popular Brasileira.

 

Finalmente, agora tratando do assunto que lhes interessava, um dos dois obsessores argumenta com a médium, totalmente à mercê de suas palavras enganosas:

 

– A senhora não nasceu com a vocação do picadeiro. Não permita a transformação de sua casa em sala de espetáculo. Seu marido e suas relações sociais exageram-lhe as faculdades. Precisa ainda de longo tempo para desenvolver-se suficientemente.

 

– Já meditou bastante na mistificação inconsciente? Está convencida de que não engana os outros? (…) Não vê a plena consciência com que se entrega ao imaginado intercâmbio? Não creia em possibilidades que não possui. (…)

 

Adiante, o obsessor comete o disparate de dizer à sensitiva:

 

– Falo-lhe em nome das Esferas Superiores, na qualidade de amigo fiel…

 

Para que aquele processo hipnótico cessasse, Sidônio promove o retorno de Silva ao corpo (que se encontrava em outras paragens espirituais), para que, acordando, ele pudesse despertar a esposa daquele “pesadelo”… (*)

 

(*) Este capítulo pelo conteúdo que encerra – Mediunidade e Obsessão – carece ser, parágrafo a parágrafo, dissecado pelos estudiosos, principalmente pelos que fazem parte das chamadas Reuniões Mediúnicas de Desobsessão.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 25 de agosto de 2019.

 

 

 

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.blogspot.com/2019/08/lxii-reflexoessobre-o-livro-libertacao.html

Antonio Nazareno Favarin Dr. Inácio Ferreira
Blog do Dr. Inácio Ferreria mantido pelo medium Carlos A. Baccelli
Site Oficial: Mediunidade na Internet
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