No capítulo XIII – “Convocação Familiar” –, André Luiz relata o trabalho intenso de Gúbio em reunir diversos familiares encarnados envolvidos no caso de Margarida – aproveitando o período do repouso físico, providencia para que, em desdobramento, os espíritos sejam convocados, a fim de procurarem se entender, predispondo-se à tolerância.

 

Saldanha, o obsessor, sentia-se devedor da intercessão de Gúbio, que lhe socorrera o filho internado num hospício, a nora suicida e a esposa, inconsciente de sua situação de espírito fora do corpo.

 

A narrativa deve servir à reflexão de nossos irmãos encarnados, que, na grande maioria das vezes, ignoram o trabalho dos espíritos, nos bastidores da vida física, na tentativa de auxiliá-los em intrincados problemas cármicos – não raro, considerando-se, inclusive, esquecidos pela Divina Providência, e sem resposta as preces que endereçam ao Alto.

 

Gúbio, com o concurso de André e Elói, sob as vistas de Saldanha, promove o encontro de Jorge e Lia, seu filho e sua neta, com o juiz, que, injustamente, condenara Jorge à prisão – o juiz, naquela noite, já se encontrava predisposto à revisão da pena imposta ao filho de Saldanha.

 

Diante da pequena assembleia, o sábio Instrutor dirige a palavra ao magistrado:

 

– Juiz, o lar do mundo não é tão somente um asilo de corpos que o tempo transformará. É igualmente o ninho das almas, onde o espírito pode entender-se com o espírito, quando o sono sela os lábios da carne, suscetíveis de mentir. Congregamo-nos em teu próprio abrigo para uma audiência com a realidade.

 

A palavra de Gúbio é uma verdadeira aula de justiça e de amor.

 

A certa altura, o Instrutor argumenta:

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– Juiz (…), não fosse a compaixão divina que te concede ao ministério diversos auxiliares invisíveis, amparando-te as ações, por amor à Justiça que representas, e as vítimas dos teus erros involuntários e das paixões obcecantes daqueles que te cercam não te permitiriam a permanência no cargo. Teu palácio residencial mostra-se repleto de sombras. Muitos homens e mulheres, dos que já sentenciaste em mais de vinte anos, nas lides do direito, arrebatados pela morte, não conseguiram seguir adiante, colados que se acham aos efeitos de tuas decisões e demoram-se em tua própria casa, aguardando-te explicações oportunas.

 

Que os nossos irmãos e irmãs internautas, com tais palavras, não percam o ensejo de meditar na responsabilidade de qualquer escolha que venha a ser feita pelo espírito, mormente quando ele se encontra encarnado, ignorando a repercussão espiritual que possam ter as suas atitudes.

 

Por outro lado, não nos esqueçamos da enorme movimentação no Plano Espiritual, envolvendo inúmeras personalidades, com o intuito de que Margarida seja libertada, e, mais que Margarida, o próprio Gregório, chefe dos “dragões” – as consequências positivas desse trabalho haveriam de ser enormes, inclusive para a coletividade daquela “cidade estranha”.

 

Após longa conversa com o juiz do caso de Jorge, Gúbio lhe diz:

 

– Amanhã (…) te erguerás do leito sem a lembrança integral do nosso entendimento de agora, porque o cérebro de carne é um instrumento delicado, incapaz de suportar a carga de duas vidas, mas ideias novas surgir-te-ão formosas e claras, com respeito ao bem que necessita praticar. A intuição, contudo, que é o disco milagroso da consciência, funcionará livremente, retransmitindo-te as sugestões desta hora de luz e paz, qual canteiro de bênçãos ofertando-te flores perfumosas e espontâneas.

 

De onde será que os homens imaginam que lhes venham ideias e intuições logo que despertam no corpo carnal, oportunizando que tomem decisões importantes na existência?! Será que, enquanto dormem, o cérebro lhes será capaz de engendrar, sozinho, os pensamentos que lhes advenham de maneira tão espontânea, nos minutos que se seguem ao despertar?!

 

Quase sempre, são as deliberações que o espírito toma durante a noite, no momento do repouso físico, que lhe determinam as ações do dia, quando, então, o consciente costuma executar as ordens que partem do inconsciente.

 

Daí a relevante importância do homem preparar-se, através da oração, para os instantes nos quais, naturalmente, se verá fora do envoltório carnal, mantendo inúmeros contatos com espíritos e situações que podem influenciá-lo.

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28 de julho de 2019.

 

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.blogspot.com/2019/07/lviii-reflexoessobre-o-livro-libertacao.html

Antonio Nazareno Favarin Dr. Inácio Ferreira
Blog do Dr. Inácio Ferreria mantido pelo medium Carlos A. Baccelli
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