LUZ INFINITA

Instruí-vos por Aécio César

Companheiros de Ideal,

Jesus sempre conosco.

Em todo campo de ideias é indispensável que haja a maturidade da compreensão. Sem ela, divagará sem rumo o pensamento humano ainda inapto às concepções que porventura tente avaliar campos mais complexos da Vida.

E com esse pensamento, podemos anexá-lo às nossas tarefas de sustentação espiritual em que prime a vigência dos Códigos Divinos. De fato, a Doutrina Espírita no seu amplo campo de estudos necessita da persistência de tarefeiros fieis em Cristo, em Kardec e, sobremaneira, em Chico Xavier.

Como podemos notar existe uma gama de análises – as mais variadas possíveis – onde encontraremos ângulos de avaliações diferentes do nosso modo de agir e de pensar. Mas, nem por isso deveremos macular a Doutrina com a britadeira das nossas convicções as mais pueris, só porque estamos à frente das responsabilidades que, naturalmente, são aplicadas em Casas de Orações e de Caridade aos mais necessitados que também somos. Digo necessitados que somos porque mesmo sendo espíritas no seu aspecto mais simples, também trazemos, na gleba mnemônica, o mal ainda não estanque.

É, deveras, impressionante o quanto somos vulneráveis a concepções que, a primeiro exame nos incitam no sentido de buscar melhorias íntimas. Em contrapartida, mais das vezes, nada é daquilo que pensamos que se tornará em prumo seguro para os nossos mais sinceros discernimentos.

Com isso, devemos convir, mais vigilância dos nossos pensamentos em que comungam com o conhecimento religioso que temos em uníssono com as experiências que nos testam nossas fragilidades ainda humanas.

Vamos, portanto, nos instruir, pois. Muito há que desbravar nos campos da Espiritualidade. Nada ainda sabemos do que se trata da cosmogonia espiritual. Do pouco que os espíritas se esperdiça nesse sentido, ainda existem em seu meio, as sementes das controvérsias, das dissensões, das rusgas, dos desentendimentos que deverão ser arrancados do seio da nossa Cristandade o quanto antes.

Devemos convir que é imperioso a análise de tudo que ouvimos ou lemos quando nos envolvemos nos meandros do psiquismo em seu estado de desenvolvimento natural. Contudo, o que mais se vê é a voz gritante do egoísmo deflagrado quando defrontado com uma perquirição aquela mais justa.

Portanto, ajuizemos nossos impulsos, muitos deles, destruidores de ideais. A Doutrina Espírita deve ser transparente quando, em conta-gotas, a assimilarmos na sua essência. Por que não perpetramos o seu continuísmo como aprendizado? Se somos aprendizes de todas as Ciências já conhecidas e também aquelas ainda ocultas no campo de entendimento nosso, por que não daquela em que o Consolador Prometido pelo Cristo de Deus nos presenteia com suas luzes inolvidáveis?

Todo cuidado é pouco, sabemos. Existem nos planos invisíveis os quais por ora em um deles me incluo, irmãos nossos que procuram driblar as defesas de uma Casa Espírita para trazer desentendimentos e contendas no sentido único de macular a nossa crença.

Reconheçamos, porém, o quanto somos frágeis no sentido de nos tornarmos, sem o percebermos, instrumentos das Trevas. Elas são sutis no seu ataque. Procuram destilar seu veneno nas fraquezas a que alimentamos. E como seus mentores se regozijam quando reconhecem vitoriosos.

A Espiritualidade em muitos casos nada pode fazer quando a equipe de uma Casa de Oração se envolve com os miasmas alucinógenos dos nossos irmãos infelizes. Esses, são tão disciplinados no que fazem que podem penetrar em reuniões mediúnicas agindo como se fossem guias espirituais do grupo e, concomitantemente, “abduzindo” mentalmente os médiuns videntes para participarem, em conjunto, de quadros que eles mesmos formulam no sentido único de desviar a atenção dos dirigentes, principalmente aqueles, os mais visados.

Se tudo está tranquilo demais, é hora de acionarmos nossas antenas psíquicas. E, se alguma coisa de errado há, vamos procurar saná-la da melhor maneira possível. Ninguém é tão ignorante que não possa notificar os perigos na estrada da renovação interior, como também ninguém é tão sábio que não possa permutar concepções aquelas mais insalutares.

Avante, Companheiros! Façamos jus ao conhecimento seguro que já podemos externar. Que a nossa bandeira seja o dinamismo e perseverança na lida do trabalho de Jesus e com Jesus. Sejamos os servidores da última hora tendo como pilares de sustentação, a sabedoria e o sentimento raciocinados.

Sejamos brandos quais ovelhas, mas perspicazes como as águias.

Com certeza muito há que divisar. Mas, se estivermos abalizados no bom combate íntimo, como sensores da Espiritualidade Maior que nos assiste, as forças contrárias ao bem não conseguirão ajuizar-nos em suas fileiras.

Que possamos aceitar o Cristo em nós.

Do seu servo humilde,

Silva Jardim.

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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