“FAZER UMA COLOCAÇÃO” ou “EMITIR UMA OPINIÃO”?

Explicação: em linguagem formal (culta), o correto é emitir uma opinião.

Exemplo: os parlamentares emitiram diversas opiniões sobre a Reforma da Previdência antes de ser aprovada na Câmara dos Deputados.

Nota: em nosso idioma, há muitos termos que se tornam modismos de linguagem e que, a muitos, facultam-lhes à expressão um aval de erudição, sem nenhuma lógica ao sentido que a palavra dever-lhe-ia conferir.

É o caso do uso exagerado do verbo “colocar”, sinônimo de “pôr”, que é utilizado caoticamente em diversas expressões, conferindo-lhe sentido equivocado.

Por isso, em vez de emitir uma opinião, há quem prefira “fazer uma colocação”, e outros há que, em lugar do verbo “dizer”, preferem, ainda, usar o verbo “colocar” e assim por diante.

Nós podemos, sim, empregá-lo, mas em seus sentidos adequados, tais como: “colocar” os objetos sobre a mesa; “colocar” o carro na garagem; “colocar” o papo em dia etc., e não no sentido de se fazer um comentário ou uma pergunta, como descrito no exemplo acima.

Para evitarmos, então, o uso exagerado, até, desses vícios que empobrecem e desvirtuam o conteúdo, precisamos estar em constante aprendizado.

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“SE EU FOSSE…PROCURAVA” ou “SE EU FOSSE… PROCURARIA”?

Correto: se eu fosse…procuraria

Explicação: quando utilizarmos esta duplicidade de verbos, devemos atentar a esta correlação verbal: o imperfeito do subjuntivose eu fosse” é sempre correspondido com o futuro do pretérito procuraria, e não com o imperfeito do indicativo “procurava”, como amiúde ocorre em muitos textos por aí.

Exemplos: – se eu fosse perfeito, não reencarnaria neste Planeta Terra;

                 – se você fosse mais objetivo em seus depoimentos, tenho certeza de que lograria mais credibilidade de seus ouvintes.

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Para refletir: – “Creia em si mesmo, aja e verá os resultados. Quando você se   esforça, a vida também se esforça para te ajudar” – Chico Xavier.

                     – “Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta” – Chico Xavier.

 

Antonio Nazareno Favarin Antonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.
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