Você alguma vez já parou para pensar que temos resquícios de loucura que, na hora aprazada se manifestará – segundo as nossas tendências à ela alimentada – levando milhares de vítimas aos pórticos da morte prematura independentemente de idade, sexo, ideologia religiosa ou condição social?

Devemos reconhecer que o auxílio dos Mensageiros do Senhor a nós prisioneiros da matéria densa está além da nossa compreensão. Mesmo não acreditando na intervenção dos Espíritos na vida dos homens da Terra, aqueles se encontram mais presentes do que imaginamos. O pensamento é vida e será através dele que atrairemos para a nossa psicosfera todo bem ou todo mal por nós originados. Os semelhantes se atraem com toda certeza não nos esqueçamos disso.

Segundo o tema dessa semana, vamos ver o que o Instrutor Calderaro tem a nos informar segundo os registros de André Luiz no seu livro “No Mundo Maior” através da psicografia do médium Chico Xavier: “Reportamo-nos aos dramas íntimos da personalidade prisioneira da introversão, do desequilíbrio, dos fenômenos de involução, das tragédias passionais, episódios esses que deflagram no mundo aos milhares por semana”. Chocante essa citação, não é mesmo?

Temos os nossos dramas íntimos de menor quanto de maior monta, mas não deixa de significar enfermidades a serem tratadas o mais breve possível. Nossa personalidade atual está interligada direta ou indiretamente nos refolhos de um passado não tão eclipsado pelo véu do esquecimento onde os egos se interconectam. Muitas vezes visitamos nosso pretérito através das nossas inclinações ainda em voga.

É de se reconhecer que guardamos conosco péssimas inclinações que, se apresentadas na sociedade, seríamos massacrados pelos julgamentos – dela – a nós desferidos. Mas ninguém em um mundo de provas e expiações não pode jogar pedras no telhado dos outros pois que em comparação com os outros, somos mais credores de compaixão e piedade de Deus

Temos em nós a marca de Caim, ou seja, a nossa consciência pesada diante de tantos débitos ainda a serem, por nós, ajuizados. Mas não é fácil dispensar determinada renúncia a eles, pois que, a eles ainda nos encontramos imantados. Difícil estabelecer tabelas de nomenclatura quando o nosso quadro clínico espiritual vai além das nossas pobres cogitação a respeito de nós mesmos.

Os fenômenos de involução são tratados não como paramentos que vai de encontro às Leis de Progresso e Evolução. Eles mostra-nos apenas não isentos das parafernálias constitutivas do marasmo e comodismo ante a ataraxia de toda alma em êxtase contínuo com o Seu criador. Mas esse estado de paz imperturbável do espírito se encontra maculado pelas tragédias passionais em que fere radicalmente o gene Homo sapiens a que todo ser, humano, hoje, se contenta em ter conquistado a razão e sentimento mesmo que ainda se encontre em estágios fragmentados. E nesse quadro de misérias humanas, o quanto ainda temos que arregimentar valores credenciados na vivência e convivência do Evangelho todos os dias de nossas vidas. Com o mesmo pensamento, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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