ARTE DE ESCREVER BEM

“Dele chegar” ou “De ele chegar”? por Antonio Nazareno Favarin

Correto: De ele chegar.

Comentário: nesse caso, a forma correta é, mesmo, de ele chegar, com o de ele separados; pois, pela gramática e lógica, nunca podemos fundir a preposição “de” + pronome “ele” = “dele”, quando esse termo for sujeito do verbo no infinitivo; pois, nesse caso, a preposição “de” rege, apenas, o verbo e não faz parte do sujeito que é “ele”.

Exemplo: a forma de ele se expressar tão bem só pode ser por inspiração Divina (e não “dele” se expressar; pois o “de” dessa oração não se refere a “ele”, mas ao verbo “expressar” no modo infinitivo, e “ele” é o sujeito).

Como o sujeito de um verbo no infinitivo impessoal e pessoal não pode ser regido de preposição, não se deve, também, contrair a preposição “de” com: os pronomes pessoais “ele/a”, os artigos “a/o” e os pronomes demonstrativos “esse/a”, “aquele/a”, formando contrações quando constituem sujeitos da oração infinitiva.

Exemplos: – está na hora de as pessoas ouvirem a voz Divina no seu interior e conscientizarem-se ao bem (e não “está na hora ‘das’ pessoas ouvirem…”);

         – é hora de aquelas pessoas tomarem consciência de suas atitudes contrárias à Lei Divina (e não “é hora ‘daquelas’ pessoas tomarem consciência…”).

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Nota: frisamos que o uso das contrações antes do verbo no infinitivo não tem nada a ver com os demais tempos e modos verbais. Nesses casos, a fusão da preposição “de” com: os pronomes pessoais “ele/a”, os artigos “o/a” e os demonstrativos “esse/a” e “aquele/a” procede-se livremente, formando as contrações: “dele/a”, “do/a”, “desse/a” e “daquele/a”.

 Exemplos: – fez preces e a casa dela foi envolvida por fluidos benéficos restauradores (e não “a casa ‘de ela’ foi envolvida…”);

             – “a inteligência é um atributo essencial do espírito” (e não “essencial ‘de o’   espírito”) – Livro dos Espíritos, questão nº 24.

  1. “A música que ele gosta” ou “A música de que ele gosta”?

Correto: a música de que ele gosta.

Comentário: o verbo “gostar”, usado no sentido de “apreciar”, “achar saboroso”, “amar”, caracteriza-se como verbo transitivo indireto e exige complemento regido pela preposição “de”, pois o verbo liga-se indiretamente ao objeto.

Exemplos: estas são as atividades de que mais gostamos fazer (e não “que mais gostamos fazer”).

  1. “Desapercebido” ou “Despercebido”?

Comentário: são duas palavras parônimas; isto é, são escritas e pronunciadas de forma parecida; porém, seus significados são diferentes.

a) Despercebido = algo que não é percebido.

Exemplo: o que Jesus dizia nada ficava despercebido aos olhos de Maria.

b) Desapercebido = desprevenido.

Exemplo: não podemos ficar desapercebidos de esclarecimentos espiritualistas.

Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.

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