Você alguma vez já parou para pensar que tanto a Ciência quanto a Religião tem que andar sempre juntas? Que as duas auxiliarão o homem no sentido de equiparar razão e sentimento, compreensão e zelo da própria vida ainda cativa em mundos de provas e expiações? O que seria do ser humano sem a Ciência/razão e sem a Religião/sentimento no que tange às suas necessidades de crescimento espiritual? Não podemos conjeturar a perfeição absoluta, mas poderemos apregoá-la como caminho, verdade e vida tendo Nosso Senhor e Irmão Maior Jesus como protótipo do espírito integral.

Vejamos o que nos informa Calderaro a respeito, registrado por André Luiz no livro de sua autoria “No Mundo Maior” pela mediunidade de Chico Xavier: “Enquanto a edificação cientifica no mundo se apresenta qual árvore gigantesca, abrigando em seus ramos refertos de teorias e raciocínios, as inteligências encarnadas, a Religião subdividida em numerosos setores, dá a ideia de erva raquítica, a definhar no solo”. Infelizmente é uma realidade que está trazendo um tsunami de agravos para a própria humanidade que contempla a Religião sem que lhe observe a erva raquítica que se tornou nas mãos dos homens, aguardando, esses, sem nada fazer, para produzir seus frutos sazonados.

Creio que na passagem evangélica em que Deus proibiu que o casal criado comesse da árvore do conhecimento, tem certa veracidade no contexto de que nessa época da criação ainda não tinha no cerne humano o sentimento aflorado.

É tanto que tempos depois – segundo as narrações bíblicas, Caim mata o irmão Abel, por faltar-lhe tino de sentimento elevado tanto de sangue quanto de espírito.

Essa árvore gigantesca que em sua sombra abriga vários raciocínios a respeito dela mesma sem achar um denominador comum para as suas interrogações, aguarda, a humanidade silente, pelos seus frutos que certamente terá uma época determinada quando lhe aparecerão os brotos da esperança, na esperança do frutos, deles, sejam sazonados.

A Religião não deixa de ser também uma imensa árvore acolhendo ideologias em suas várias ramificações. Seus frutos nascem de sentimentos voltados à essência do Evangelho do Senhor, sem que, sem essa enchanças, difícil matar a fome da ignorância voltada na fé cega e interesseira de alguns dos seus postulados no mundo.

O raquitismo religioso se deve à multiplicidade de crenças mais em quantidade do que em qualidade absoluta. É tanto que o quanto se reza no mundo e parece que o mal imune a ela avança com o seu galardão de poder atropelando essa quanto aquela fé metamorfoseada em cristianismo pagão. Sem pegar na enxada para arar o joio que contamina essa árvore, difícil produzir frutos numa árvore condenada pela sua esterilidade. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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