Você alguma vez já parou para pensar em ceder ao semelhante aquilo que para você é supérfluo? Para muitos esse ato é dificílimo, não é mesmo? Somos ainda muito egoístas nesse sentido, alimentando desta feita nosso ego bastante enfermiço. Isso também é uma doença que infecciona nossos sentimentos privando nossa vontade em auxiliar o próximo. Devemos refletir que o que não nos sustente mais utilidade servirá, com certeza, e prazerosamente, para com aqueles que dele tanto necessitem para melhor sobreviver.

Já pensou em ceder um pouco do seu tempo no sentido de se aproximar daqueles que sofrem verdadeiramente mais do que nós? De ouvir suas vivências, suas dificuldades, suas experiências no campo da pobreza e do abandono ao extremo? De praticar mais os ensinamentos de Jesus descendo da tribuna ou do púlpito e, abrindo os braços aconchegando – de coração em coração – o amor por Ele tão vivenciado e por nós excessivamente tão falado?

Vejamos o que Calderaro tem a nos informar a respeito no livro “No Mundo Maior” da lavra de André Luiz pela mediunidade de Chico Xavier no seu capítulo 9 intitulado “Mediunidade”: “Para ser instrumento relativamente exato, é-lhe imprescindível haver aprendido a ceder…”. O que poderemos analisar aqui é que o preclaro instrutor enfatiza o “relativamente exato…” ou seja, a imprescindível doação da nossa parte não descuidando da teoria quanto da prática da mediunidade em todos os sentidos. Porquê dessa forma também a desenvolvemos.

Ser discípulo do Senhor é sempre uma honra desde que já saibamos servi-Lo mediante os ensinamentos por Ele passados. Não é apenas destrinchar o Evangelho às multidões que correm para ouvir nossas colocações as mais inspiradas. É necessário, imprescindível e irremediável que atentemos à nossa postura de cristão em seguir o Mestre como caminho dos mais nobres, pois sabemos que é difícil a sua prática e que nesse caminho muitas distrações do mundo acabam por selar o verdadeiro sentido que nos revela a sua essência evangélica.

Toda doação tem n colocações, embora trataremos dela, aqui, no campo da mediunidade. Devemos nos conscientizar de que de graça damos o que de graça recebemos. O campo mediúnico tem infinitas possibilidades de trabalho. Todas elas não dispensará do médium a responsabilidade na permuta entre os espíritos que conosco nos orientam e nos aconselham no melhor servir a Causa Cristã.

Portanto, vamos ceder algo produtivo que possa favorecer de certa forma nossos irmãos que também se encontram no mesmo caminho da renovação espiritual e não nos transformemos na figueira estéril relatada por Jesus, pois que mediunidade sem o tino da razão, do conhecimento e sentimentalidade, com certeza não produzirá frutos sazonados. Concorda comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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