Você alguma vez já parou para pensar como se comportaria diante de uma acusação de que esteja sendo alvo de um animismo? Procuraria analisar melhor a mensagem recebida por um amigo espiritual diante do grupo o qual faz parte ou se intimidaria diante da própria mediunidade, afastando dos compromissos feitos pela Espiritualidade Superior? Com certeza é um assunto que tira o sono de muitos adeptos da Doutrina Espírita. Por isso estou voltando nesse assunto e espero, nesse espaço, poder esclarecê-lo juntamente com a ajuda dos preclaros amigos espirituais do livro em estudo “No Mundo Maior”, no seu capítulo 9, intitulado “Mediunidade”, pelos dons mediúnicos do nosso saudoso Chico Xavier.

A médium com melhor sintonia com a Espiritualidade no grupo em que a equipe de Calderaro foi convidada a participar, recebeu uma mensagem de um amigo espiritual. O grupo em si recebeu a mensagem como muito gratificante, embora não acreditassem fosse do espírito que a escreveu. “… não apresentava índices concludentes da identificação individual; não procedia, possivelmente, do conhecido profissional que a subscrevera”.

É de se convir que, tirando Chico Xavier, Divaldo Franco, Carlos A. Baccelli, Ari Rangel, entre outros médiuns idôneos, difícil para nós outros recebermos uma mensagem seja ela psicográfica ou psicofônica na sua transparência sem igual. Somos médiuns ainda dotados de alimentação mental muito precária e, assim sendo, um obstáculo tremendo no sentido de acarearmos satisfatoriamente com esses dons mediúnicos.

Mas nem por isso vamos evitar de recebermos os amigos espirituais, pois mesmo sendo tachados por muitos como médiuns mistificadores, temos em mãos uma Doutrina que desperta os corações opressos diante de tanta desigualdade religiosa. Mesmo dentro do Espiritismo existem grupos ortodoxos que formam dentro dele uma barreira imensa por onde – caso contrário – poderiam evitar transtornos possíveis.
Muitas são as revelações que vem da Espiritualidade, principalmente de muitos mentores de grupos espíritas em que o próprio grupo não as aceitam. Caso haja essa negação de inopino, melhor reveja, os componentes desses grupos, certos conceitos sobre mediunidade, pois que algo verdadeiro possa existir nesse suposto animismo – em que todos nós o temos –, que se enquadre na veracidade de certas revelações, mas que muitos não se encontram à altura de certificar-lhe sua solidez.

O animismo decerto existe para com todos os médiuns, embora seja melhor conduzido, analisado e estudado para que não se transforme num obstáculo intransponível diante do desenvolvimento sempre presente da mediunidade. O médium através do estudo constante, irá perseverar nesse ou naquele dom mais específico, mesmo que lhe tange as cordas do coração com a dúvida natural e necessária que existe nesse caminho.

Em todos os sentidos, poderemos nos tornar, sim, em cartas do Evangelho do Senhor na Terra, desde que saibamos direcionar a nossa mediunidade e a nossa sintonia com o Mais Alto com a fé raciocinada fortalecida sempre em nosso favor. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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