“TE AVISAREI” ou “AVISAR-TE-EI”?

No nosso estudo sobre “Questões Gramaticais”, já apresentamos, no bloco nº 08, as três regras básicas – próclise, mesóclise e ênclise – que tratam da colocação correta dos pronomes pessoais do caso oblíquo: me – te – se – o – a – lhe – nos – vos – os – as – lhes.

Devido a tantas incertezas e a fim de fixarmos melhor o seu uso, retornamos, neste bloco, com mais explicações e exemplos ao emprego destes pronomes:

  1. Amanhã cedo avisar-te-ei a que horas chegarei.

Explicação: indicando tempo futuro (futuro do presente: avisarei e futuro do pretérito: avisaria), usa-se sempre MESÓCLISE – com os  pronomes oblíquos conectados por hífens, no meio do verbo.

A regra gramatical é clara: os pronomes oblíquos não devem iniciar frases, a não ser que haja alguma palavra atrativa que anteceda ao verbo, conforme veremos no item seguinte.

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  1. Eu lhe avisarei amanhã cedo a que horas chegarei .

Explicação: aqui, mesmo o verbo estando no tempo futuro, prevalece o uso da PRÓCLISE – com o pronome oblíquo “lhe” antecedendo ao verbo -; pois, neste caso, ele é atraído pelo pronome pessoal “eu”.

Nota: convém observar que, por critério de eufonia, usa-se a próclise, mesmo que a palavra atrativa ao pronome não lhe esteja próxima.

Exemplo: os jornais noticiaram que muitas pessoas se prontificaram a recolher o óleo esparramado na areia.

Explicação: neste exemplo, o pronome “se” antecede ao verbo porque é atraído pelo pronome relativo “que”, mesmo não estando próximo ao oblíquo.

  1. “Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo” (ESE, VI, 5).

Explicação: neste caso, predomina o uso da ÊNCLISE – com o pronome oblíquo “vos” posposto aos verbos – porque não há nenhuma das palavras abaixo  atraindo o pronome “vos” antes do verbo:

a) palavras negativas: não, nem, nunca, ninguém, nada, jamais etc.
b) pronomes pessoais (sujeitos): eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas.
c) advérbios: aqui, ali, onde, mais, talvez, quase, sempre, quando
d) pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos: que, quem, aquela, isso, algum, alguém

Reflexão: “As boas ações são a melhor prece; por isso que os atos valem mais que as palavras” – Livro dos Espíritos, questão 661.

 

Antonio Nazareno Favarin Antonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.
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