BLOG DR INACIO FERREIRA

XXIX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER POR DR. INÁCIO FERREIRA

Alhures, já tivemos oportunidade de dizer que a Obra de André Luiz realiza, sob a coordenação do Mundo Espiritual Superior, a transição do pensamento católico para o pensamento espírita – tal transição, evidentemente, não poderia ser brusca, sem promover uma violência mental no campo da fé das almas que ainda não sabem se valer da razão.

 

Continuando com a sua descrição sobre o “julgamento”, além da morte, naquela “cidade estranha”, André Luiz descreve a presença dos espíritos considerados “magistrados”, que tomavam a Justiça Divina em suas mãos – a cena descrita pelo Autor espiritual é a expressão da realidade para milhares de espíritos que, todos os dias, deixam o corpo na Terra.

 

– Os magistrados! os magistrados! Lugar! lugar para os sacerdotes da justiça!

 

André diz que notou os referidos “magistrados”, precedidos por serviçais, “trajados à moda dos lictores (servidor público civil romano) da Roma antiga”, adentraram ao recinto, carregados em andores – era uma espécie de solenidade religiosa, um tribunal armado no Mundo Espiritual para proceder ao julgamento das almas desenfaixadas do corpo físico.

 

– Os julgadores, por sua vez, desceram, pomposos, dos tronos içados e tomaram assento numa espécie de nicho a salientar-se de cima, inspirando silêncio e temor, porque a turba inconsciente, em redor, calou-se de súbito.

 

Tudo lembra, sem dúvida, o que, por vezes, continua acontecendo em alguns atos religiosos e nas aparições de certas autoridades católicas – bispos, cardeais, Papa –, embora, semelhante costume, nos tempos atuais, venha sendo abolido pela Igreja.

 

As palavras de um dos “julgadores” aos espíritos que ali se concentravam foram estarrecedoras – impressionante o domínio mental que exerciam sobre eles! Aquelas entidades estavam “criando” um tribunal para o julgamento das almas – com o intuito de que a sua teologia não fosse desmentida pelas realidades de além-túmulo.

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– Nem lágrimas, nem lamentos.

 

Nem sentença condenatória, nem absolvição gratuita.

 

Esta casa não pune, nem recompensa.

 

A morte é caminho para a justiça.

 

Escusado qualquer recurso à compaixão, entre criminosos.

 

Não somos distribuidores de sofrimento, e, sim, mordomos do Governo do Mundo. (…)

 

Gúbio esclareceu:

 

– O julgador conhece à saciedade as leis magnéticas, nas esferas inferiores, e procura hipnotizar as vítimas em sentido destrutivo, não obstante usar, como vemos, a verdade contundente.

 

Os nossos irmãos e irmãs internautas poderão imaginar a cena, que, infelizmente, é real, retratando o que ainda ocorre com aqueles que deixam a Terra de mente infantilizada, presa ao fanatismo religioso, na expectativa de Céu, Inferno ou Purgatório.

 

Depois da morte do corpo, a mente mergulha no mundo de suas convicções mais íntimas, sustentando ilusões nas quais, durante séculos vem acreditando.

 

Vejamos, assim, a importância do Espiritismo, que, no dizer de Emmanuel, por Chico Xavier, “é processo libertador de consciências”!…

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 17 de dezembro de 2018.

 

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.blogspot.com/2018/12/xxix-reflexoes-sobre-o-livro-libertacao.html

Antonio Nazareno FavarinDr. Inácio Ferreira
Blog do Dr. Inácio Ferreria mantido pelo medium Carlos A. Baccelli
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