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XI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER POR DR. INÁCIO FERREIRA

Os nossos estudos do livro “Libertação”, nesta semana, bem que poderiam ter por título: A Pergunta de André Luiz.

Continuando a dialogar com Gúbio, André lhe inquiriu: “Com que fim – perguntei – essas legiões retardadas se mancomunam, além da morte, se despidas da vestimenta grosseira de carne devem saber, mais que nunca, que se empenham em combates inúteis?”.

 

De fato, ao espírito encarnado, muito difícil compreender que, na Vida de além-túmulo, os homens fora do corpo não assimilem a realidade, capitulando diante de sua própria ignorância…

 

Não seria de se esperar que, pelo menos, deste Outro Lado da Vida, os espíritos lograssem tomar consciência de seus erros, inclusive de ordem dogmática, no campo da fé, em que, ao longo dos séculos, tanto temos errado?

 

Gúbio, o sábio Instrutor, sorriu, e a sua resposta, embora óbvia, não deixou de soar com o ineditismo que a Verdade sempre soa aos ouvidos de quem, voluntariamente, busca ignorá-la:

 

– “Reportamo-nos a espíritos perfeitamente humanos, não obstante desencarnados, e tais perguntas, André, poderiam ser formuladas, mesmo na Crosta da Terra. Por que razão, nós mesmos, antes de acordar a consciência para a revelação divina, nos precipitávamos nas linhas inferiores, todos os dias, contrariando espetacularmente a Lei? (…)”.

 

Sim, por que nós mesmos, quando no corpo carnal, não compreendemos a inutilidade do mal?! Como não considerarmos ilógico que o espírito, apenas por conta de seu desenlace do envoltório denso, possa renovar-se intimamente?!

 

E Gúbio questiona André:

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“Ante as sugestões do Plano Divino que te povoam, agora, o pensamento, lembras-te de algum tempo passado em que tivesses cogitado sinceramente da própria sublimação?”.

 

A verdade é que o homem, moralmente, não se transforma mais além da morte do que possa se transformar na Terra, desde agora.

 

Por que ocorreria alguma mudança moral significativa no espírito, pelo fenômeno da desencarnação, e não lhe ocorreria, assim, alguma mudança de ordem intelectual?! Pode o espírito com inclinações inferiores, deixar de ser o que é de hora para outra?! Pode alguém de intelecto obtuso, transfigurar-se em espírito erudito, apenas por, supostamente, ir contemplar as estrelas mais de perto?!

 

Vejamos que André Luiz, após ouvir as considerações do Instrutor, ainda confessa o que, sem dúvida, nos é difícil de aceitar, quando não nos aprofundamos nos temas que não conhecemos se não superficialmente:

 

“A argumentação de Gúbio era bela e sugestiva; entretanto, eu sentia dificuldades para aceitar a ideia de purgatórios e infernos dirigidos.”.

 

Sobre a Terra, não os temos?! A criminalidade não é organizada e dirigida, muitas vezes, de dentro das penitenciárias, ou do interior dos palácios?!…

 

Quadrilhas de espíritos encarnados, no mundo inteiro, escravizam o poder, submetem os povos, incrementam a guerra, tramam tão somente em favor de seus próprios interesses… Tais legiões, sob o jugo de legiões outras, que as controlam do Invisível, mantém, em todos os aspectos, a Humanidade em longo cativeiro de ignorância, porquanto o seu objetivo é o da “conservação do primitivismo mental da criatura humana”.

 

Esta é uma das mais graves denúncias que o Moderno Espiritualismo já pode fazer ao homem em todas as épocas da Humanidade.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 6 de agosto de 2018.

 

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.blogspot.com/2018/08/xi-reflexoes-sobre-o-livro-libertacao.html

Antonio Nazareno FavarinDr. Inácio Ferreira
Blog do Dr. Inácio Ferreria mantido pelo medium Carlos A. Baccelli
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