ARTE DE ESCREVER BEM

USO DA PREPOSIÇÃO “DE” POR ANTONIO NAZARENO FAVARIN

USO DA PREPOSIÇÃO “DE

Em razão da grande importância que a preposição DE assume na nossa sintaxe a uma linguagem escorreita, fluente e formal, e que, pelas regras de regência verbal e nominal deverá estar sempre presente nos verbos, substantivos e adjetivos que a solicitarem, abordemos, neste bloco, diversos exemplos para dirimir quaisquer dúvidas a respeito de seu uso:

  1. Alguns exemplos de verbos que exigem a regência da preposição DE:

a) ela falou-me de.. (e não: falou-me que…);

b) o que você gostaria de comer? (e não: o que você gostaria comer?);

c) preciso de.. (e não: preciso que…);

d) de que eu me lembre… (e não: que eu me lembre…);

e) faça menção de.. (e não: faça menção que…);

f) fui informado de.. (e não: fui informado que…);

g) fomos avisados de.. (e não: fomos avisados que…);

h) os bens de que ela abdicou… (e não: os bens que ela abdicou…);

i) ele sabe de.. (e não: ele sabe que…);

j) não se importou de.. (e não: não se importou causar…);

k) não temos dúvida de.. (e não: não temos dúvida que…);

l) certifique-se de.. (e não: certifique-se que…).

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  1. Frases com substantivos e adjetivos regendo a preposição DE:

a) tenho certeza de que eles… (e não: tenho certeza que eles…);

b) temos a impressão de.. (e não: temos a impressão que…);

c) ela teve medo de.. (e não: ela teve medo que…);

d) tenho urgência de.. (e não: tenho urgência que…);

e) estamos certos de.. (e não: estamos certos que…);

f) ele está desconfiado de.. (e não: ele está desconfiado que…);

g) essa é a taxa de.. (e não: essa é a taxa que…);

h) és digno de regalias de.. (e não: és digno de regalias que…).

Nota: reiteramos ser imprescindível a fixação do uso exato da preposição DE, nesses casos mais comuns; pois, sua omissão refletirá na pessoa que se expressa – pela fala ou escrita – uma pobreza de linguagem que poderá comprometer-lhe, até, a veracidade de seu conteúdo.

Podemos comparar  seu  desuso nessas locuções à omissão ou descompasso, num concerto  musical, de algumas notas na clave, causando uma desarmonia, “ferindo” o ouvido dos audientes atentos.

Para refletir: “as pessoas, realmente, se tornam completamente extraordinárias quando elas começam a pensar que conseguem fazer coisas. Quando elas acreditam em si mesmas, elas adquirem o primeiro segredo do sucesso” –
Norman Vincent Peale.

Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.

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