ARTE DE ESCREVER BEM

“UM DOS QUE CHEGOU” ou “UM DOS QUE CHEGARAM”? POR ANTONIO NAZARENO FAVARIN

“UM DOS QUE CHEGOU” ou “UM DOS QUE CHEGARAM”?

Correto: um dos que chegaram.

Explicação: esse caso de concordância verbal gera muitíssimas dúvidas à maioria dos brasileiros. Com a expressão “um dos que”, o verbo deve ser  conjugado no plural, pois equivale a: “um daqueles que”.

Persistindo a dúvida, pode-se inverter a frase, assim: “dos que chegaram antes, ele foi um”. Assim, fica bem evidente a pluralidade do verbo.

Exemplo: Ele foi um dos que mais se destacaram nas competições.

“AUMENTAR AINDA MAIS” ou “AUMENTAR MUITO”?

Correto: aumentar muito.

Explicação: o verbo “aumentar” dá-nos a ideia de acúmulo, indicando, por si, sempre algo a mais. Em contrapartida, não existe “aumentar menos”. Portanto, as formas: “aumentar mais”, “aumentar muito mais” e “aumentar ainda mais” são redundantes.

Exemplo: o nosso plano de saúde aumentou muito; ou seja, bem acima do índice inflacionário determinado pelo governo.

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“A LONGO PRAZO” ou “EM LONGO PRAZO”?

Explicação: segundo a maioria dos gramáticos de nossa Língua Portuguesa, a expressão correta é: em longo prazo; pois, pela lógica, formulando-se perguntas relacionadas a tempo e cujas respostas indicam o prazo, a preposição utilizada será sempre “em” e não “a”.

Exemplo: o autor do livro perguntou-me: em quanto tempo você terminará a revisão dessa obra? Examinei-a e, pela evidência, respondi-lhe: entregá-la-ei em dois meses (e não: “a dois meses”).

Da mesma forma, ocorre com as expressões: “em curto”, “em médio” e “em longo” prazos; pois, no sentido de demora, não nos expressamos deste jeito: cheguei lá “a pouco tempo”; mas, sim: cheguei lá em pouco tempo.

Entretanto,  pelo  uso tão corrente das expressões, há diversos autores como o Houaiss –  no Novo Dicionário Eletrônico – que registra e aceita, também, essas expressões: “a curto”, “a médio” e “a longo” prazos.

Para vibrarmos: que o nosso protetor Anjo Ismael e suas gloriosas falanges – que estiveram à frente da formação e consolidação desta Terra do Cruzeiro – estejam, agora, mais que nunca, amparando-a e tornando-a, verdadeiramente, o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho a fim de que, em pouco tempo, possamos estar na vanguarda, e sermos um exemplo ao mundo.

Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.

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