ARTE DE ESCREVER BEM

Tudo Bem ou Tudo Bom? por Antonio Favarin

Diante de inúmeras dúvidas que temos quando falamos e, principalmente, quando escrevemos determinadas palavras ou expressões linguísticas, destacamos, neste bloco e nos seguintes, algumas mais utilizadas, iniciando com esta:

1. “Olá, tudo bom” ou “Olá, tudo bem”?

Correto: Olá, tudo bem?

Explicação: a palavra “bom” opõe-se ao termo “mau” (adjetivos) e a palavra “bem” opõe-se a “mal” (advérbios).

Esclarecendo: usando o adjetivo “mau”, que é o oponente de “bom”, poderíamos cumprimentar alguém dizendo: olá, tudo “mau” (contigo)? Evidentemente que não, mesmo que a pessoa, a quem saudamos, esteja deveras mal.

Então, reiterando, a este tipo de cumprimento, muito utilizado no dia a dia pelas pessoas, devemos empregar somente os advérbios “bem” ou “mal”.

Para quem tem o hábito, notoriamente arraigado, de utilizar esta expressão: “tudo bom”, em vez da forma correta e apropriada “TUDO BEM”, será um pouco difícil emendar-se caso não envidar, no momento do cumprimento, um pequeno esforço, até poder, espontânea e seguramente, fixar a expressão correta.

Não conhecemos outra receita “milagrosa”. Você tê-la- ia? Aplique-a, visando sempre a lógica, a coerência.

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2. “Para mim fazer” ou “Para eu fazer”?

Correto: Para eu fazer.

Explicação: “mim” é um pronome pessoal oblíquo e deve ser usado na função de objeto indireto, sempre precedido por uma preposição. Jamais pode ser sujeito de oração.

Exemplos:

  • Será que você está disposto a fazer isto para mim?
  • Ela sempre contou a verdade para mim.

Em contrapartida, o pronome “eu” pertence ao caso reto e deve ser utilizado como sujeito e seguido de um verbo no infinitivo, indicando uma ação.

Exemplos:

  • Pediram, nessa sessão, para eu fazer a prece de abertura;
  • Deram-me o livro “A Caminho da Luz”, escrito em 1938, para eu ler.
Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.

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  • Parabenizo o Vivência Espírita pela singular e excelente iniciativa em orientar ao leitor sobre a melhor forma de se escrever. Se levarmos em consideração que o Brasil possui 74% de analfabetos funcionais (leem e não sabem interpretar), sendo 38% nas escolas e universidades; 12% de analfabetos totais, sem dúvida, um trabalho edificante, de muita utilidade e que deve ser paradigma para outros centros espíritas.