LUZ INFINITA

Princípio Espiritual [Parte Final] por Aécio César

Você alguma vez já parou para pensar que o princípio espiritual desde a sua indescritível criação, caminhou sempre para frente e para o alto? Não foi fácil essa peregrinação. A longos haustos, foi sentindo mais de perto a presença de Deus, dando-lhe suporte – qual Pai Misericordioso e Justo que é – para que não lhe faltasse nada que o impedisse de caminhar pelo Éter Cósmico, mas submetido sempre à Sua Vontade Divina.

Vamos ver o que diz Calderaro na sua magnífica explanação a respeito do tema em destaque: “… ergueu-se do solo, contemplou os céus e, depois de longos milênios, durante os quais aprendeu a procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir, conquistou a inteligência…”. Como podemos ver nessa citação o quanto caminhamos para chegar até onde hoje estamos. Não é mesmo? Foi através das experiências insondáveis do princípio espiritual nos inúmeros reinos – conhecidos ou não por nós – que veio ganhando subsídios cumprindo, assim, a vontade excelsa de Deus.

Já conquistando, o princípio espiritual, um corpo físico, porém, bastante primitivo, veio se aprimorando através dos instintos que o impulsionou compulsoriamente a procriar, a se alimentar, a escolher através da vontade o que de melhor lhe servia, “lembrando”, vamos dizer assim, das sensações ainda interligadas das suas experiências passadas, a ter sentimentos e a sentir dores e alegrias físicas e morais.

Com o instinto à flor da pele, a centelha divina ainda luta para conquistar a razão mais dilatada, ante a sua refratária compreensão de si mesma em jornada sempre ascendente. Deixando o instinto, o espírito ganhará novos subsídios de confiabilidade em que o entendimento cósmico lhe abrirá novos horizontes de estudos e de conhecimento.

Não adianta ver para crer, pois em muitos casos, nem sempre o que vemos poderá ser real aos nossos olhos mortais. Portanto, sentir é o mais certo para o espírito, onde a fé, aqui, será raciocinada, e, consequentemente, melhor assimilada no seu contexto de religiosidade.

O homem tem que aprender a raciocinar por si mesmo. É importante analisar pontos de vista de terceiros e não aceitá-los de chofre, pois, iremos incutir em nós, a tabela de nomenclatura racional onde, o que se pensa, faz com que a razão trabalhe a nosso favor, com mais abrangência, para não cometermos tantos absurdos em nome de uma crença que ora professamos.

Analisar os parâmetros da subjetividade de cada um, sujet, é desenvolver novos moldes de aprendizado, onde teremos bases inamovíveis em compreender, analisar, sugestionar e criar novos campos de conceituação nesse ou naquele ramo de raciocínio, sempre em nosso favor. Concorda comigo, Leitor Amigo.

Leia também a primeira parte clicando aqui.

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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