LUZ INFINITA

Os Ídolos por Aécio César

Por que ainda acreditamos que as imagens cultuadas por muitos, sejam mais poderosas do que o poder de Deus? Não seria Ele e não as imagens que fornece dádivas a Seus filhos quando há merecimento da parte de quem pede? Não estou aqui para causar polêmicas. Apenas estou seguindo pensamentos que se encontram registrado no livro “Obreiros da Vida Eterna”.

Contudo, deveremos convir que essa desobediência em adorar imagens, se prima por questões de tradições religiosas. Mas como é que fica os Dez Mandamentos recebidos por Moises que, em um deles, encontramos não cultuar imagens? Será que eles podem ser considerados realmente sagrados nos tempos atuais?

Nessa semana analisaremos a reunião da diretora da Casa Transitória Fabiano com todos os conhecidos de Adelaide em espírito. Eles idolatravam essa irmã como figura de verdadeira santa e não a estavam deixando transpor com mais facilidade a travessia da morte. A sua hora tinha chegado.

Vejamos o que Zenóbia diz a respeito:

“Corporificais o ídolo no altar da mente, infundindo-lhe vida fugaz…”.

Devemos acreditar mais que esses ídolos respeitosamente referendados não estão em absoluta adoração a Deus em Seu trono divino.

Muitos que chamamos de santos, estão nos umbrais, nos limbos, nos purgatórios onde reina tão somente a miséria humana em sua forma mais penosa. Eles estão muito ocupados com as reverências que lhes damos. Deus, sim, é o Centro de tudo e concede as graças segundo o merecimento de cada um de Seus filhos.

Somos muito displicentes até mesmo com as imagens que tornaram parte essencial na vida de muitos fiéis. Vejamos o que a diretora diz a respeito:

“Se o ídolo não vos corresponde à expectativa, alimentais a discórdia, a irritação, a exigência”.

Nesse ponto somos muito imediatistas não respeitando a vontade do Criador e não das imagens que cultuamos, o momento adequado para receber tanto essa quanto aquela graça. E infelizmente o que vemos hoje em dia é um caos que se agiganta a passos largos.

Creio que estamos precisando rever certos conceitos de religiosidade em que a nossa prece seja compartilhada com o serviço ativo no bem ao próximo, anônimo, incondicional. Se a prece em toda a sua abrangência resultasse em soluções rápidas no sentido de apaziguar os corações em profundos combates morais, o mundo com certeza estaria melhor de se viver e de conviver uns com os outros.

Algo nos falta para que a prece seja o antídoto essencial para a extinção do mal no mundo. E essa falta está na vigilância dos nossos pensamentos em uníssono com a prática incessante da caridade em todas as suas instâncias.

Vamos ver mais uma citação:

“Compreendendo-nos as deficiências mentais na conquista da vida eterna, a vontade do Supremo Senhor colocou nos pórticos da legislação antiga o não terás outros deuses diante de mim”.

Quando o homem valorizar mais o intercâmbio com Deus sem nenhuma intervenção desse ou daquele santo, com toda a certeza iremos respirar mais aliviados porque sentiremos no coração a sua presença mais forte em nós, fortalecendo-nos a todos segundo o merecimento de cada um. Até lá, Leitor Amigo, quantas lágrimas derramaremos, quantos rosários rezaremos, quantas mortes prematuras ainda assistiremos para compreender que, somente a Deus, deveremos honrar acima de todas as nossas precariedades religiosas?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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