LUZ INFINITA

O Velório (Parte Final) por Aécio César

Poderia em um velório, aproximarem-se entidades inferiores atraídas por comentários infelizes e fora do bom-senso?

Com toda certeza que sim. Aconteceu com André Luiz quando no velório na residência de Dimas. Vejamos:

“Nesse momento, horrível figura, seguida de outras, não menos monstruosas, surgiu de inesperado”.

Acontece mais do que imaginamos. Por que isso acontece? Como disse antes, existem determinadas pessoas que melhor seria ficarem em casa do que ir a um velório, seja elas quem forem, para dar início a conversas indigestas.

Se não fosse por Fabriciano chegar na hora, algo de mais poderia ter acontecido para o espírito desencarnante, embora seu lar estivesse livre acesso à estas entidades, pois não era afeito ao culto do Evangelho no Lar.

A grande maioria não sabe que “As forças mentais estão revestidas de maravilhoso poder”. Isso quem nos diz é o amigo Fabriciano.

Muitos não sabem se comportar em um velório, seja de parentes ou de amigos diletos. Ao contrário de trazer para o moribundo, vibrações de paz, atiram-lhe as pedras que deixou soçobrar em meio do caminho.

E o assistente, esclarece a André Luiz uma realidade absoluta. Vejamos:

“… os mortos que entregam despojos aos solitários necrotérios da indigência são muito mais felizes”.

Para esses o silêncio que há nestes lugares, fazem com que para muitos desencarnados reflitam acerca da sua nova situação. Mesmo se sentindo abandonados não o estão.

A Misericórdia Divina sempre envia alguns samaritanos para os auxiliarem neste momento de dor. Ninguém fica ao léu das próprias dívidas, embora aconteça de que estes mesmos espíritos é que se distanciam da Benemerência do Pai.

Outro fato aconteceu neste velório. A esposa de Dimas que descansava em um quarto ao lado levantou-se e fora chorar no corpo inerte do seu marido.

O espírito de Dimas veio a sofrer contínuas descargas de incredulidade da esposa deixando o regaço materno de onde estava, para tentar – em vão – abraçar a esposa desalentada, sendo ela novamente assistida por amigos espirituais ali presentes, devolvendo-a para o leito de onde se encontrava minutos antes.

Ao fato, vejamos o que o espírito abnegado diz a André Luiz:

“Há situações em que o drástico deve ser medida inicial”.

Não sabemos ainda o quanto passam esses abnegados irmãos da Espiritualidade, principalmente em situações em que devem agir energicamente. Para muitos uma medida desnecessária, mas como sempre digo, nós, espíritos encarnados não se sabe das histórias que correm por traz de cada reencarnação e/ou desencarnação.

Portanto, o que deveremos saber é que sejamos mais solícitos em momentos como este que é um tesouro para o recém-desencarnado.

Silêncio e prece são subsídios que irão auxiliar e muito nos últimos momentos no plano físico. Concorda comigo, Amigo Leitor?

Aécio Emmanuel César

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