LUZ INFINITA

Na Messe dos Espinhos por Aécio César

Você alguma vez já parou para pensar por qual motivo ou razão a humanidade idolatra tanto as próprias fraquezas, malbaratando virtudes envolvidas beneficamente a nosso favor pela Misericórdia Divina? Por que gostamos de ser os maiorais no sentido de ofender, fustigar, rebaixar, humilhar irmãos nossos, que na visão do Criador, estamos todos no mesmo barco a confrontar o mar revolto das nossas próprias ilibadas imperfeições?

Nesse sentido e com esse pensamento, vamos ver o que nos diz o Instrutor Eusébio ainda em sua fantástica preleção ante uma plateia de encarnados e desencarnados – no mundo espiritual – diga-se de passagem -, relatada por André Luiz no livro “No Mundo Maior” pela mediunidade de Chico Xavier: “Cevamos e expandimos unicamente o egoísmo e a ambição, a vaidade e a fantasia na Crosta Planetária”. Como podemos observas na citação acima, não somente eu tenho o mesmo pensamento sobre a situação da Terra nos tempos que corre. Vale lembrar que essa situação descrita aqui nesse livro é do ano de 1947 e tão validada em nossa atualidade.

Podemos afirmar categoricamente que o que dá ibope, na grande maioria nos meios jornalísticos e televisivos é justamente o que disse – com minhas palavras – o ilustre Instrutor, isto é, o egoísmo, a ambição, a vaidade, a fantasia, ou seja, a podridão humana. Não me intimido no que certos confrades pensarão das minhas elucubrações, sejam elas, realistas demais ou para alguns – audaciosas -, mas é a realidade nua e crua e tem que ser ditas, infelizmente por mim, um mero e imperfeito mortal.

Mas vamos ao que interessa. Até quando iremos sustentar uma elegia que ainda sequer sabemos o seu real significado? Estamos cientes de que com o caos que a própria humanidade criou ao seu redor, teremos consequências bastante drásticas não vindas de Deus, que não as quer para nós, mas sim, pelo próprio homem que as atraiu para si mesmo. É a Lei da Causa e Efeito, ou se quiserem, Ação e Reação. Somos quais sementes que encontradas em meio às pedras da convivência humana não conseguimos nos agarrar na terra mesmo árida dos sentimentos fustigados pelos desejos insanos até então alimentados.

Complementando os dizeres do Instrutor acima, vamos ver outra pérola da sua preleção: “Contraímos pesados débitos e escravizamo-nos nos tristes resultados de nossas obras, deixando-nos ficar, indefinidamente, na messe dos espinhos”. Mais verdadeiro impossível. Como desejar colher flores se semeamos espinhos? Como inspirar o bem se acotovelamos no mal? O Bem ainda existe em nosso coração como luz inapagável. E só dependerá de nós colocarmos a candeia da Caridade sobre o alqueire das nossas tão enfadonhas paixões. Não é difícil. Só depende da nossa boa vontade, aquela mesma boa vontade que temos em fazer arbitrariedades contra nosso próximo. Simples assim. Não é Leitor Amigo?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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