REFLEXÕES OPORTUNAS

Monteiro Lobato, O Espírita por Fábio Dionisi

No dia 04 de julho comemora-­se mais um aniversário do desencarne de Monteiro Lobato, aos 68 anos de idade. Nascido em Taubaté (1882), desencarnou em São Paulo (1948).

Quanto ao livro, foi fecundo escritor e empresário, na área editorial.

Fundou a empresa Monteiro Lobato & Cia., depois Companhia Gráfica ­Editora Monteiro Lobato.

Em 1924, a editora vai à falência, mas com a venda de sua parte, de uma casa de loterias, arremata o espólio da massa falida de sua própria editora, fundando a Companhia Editora Nacional.

Foi adido comercial do Brasil em Nova Iorque onde se empolgou com o progresso; segundo ele baseado em petróleo, ferro e estradas.

De regresso ao Brasil, lutou para que este modelo fosse adotado aqui, tanto que empreendeu várias campanhas; chegando a fundar a Companhia Petróleo do Brasil (1931).

Foi até preso por Getúlio Vargas, em 1941, por discordar da política adotada por este último, quanto ao petróleo.

Quanto à sua vasta obra, escreveu dezenas de livros, cobrindo muitos gêneros; entre outros, literatura infantil, juvenil, romances, contos, mas, também, sobre temas políticos e econômicos, relacionados com o petróleo, principalmente.

Poucos sabem, mas ele não era apenas simpatizante do Espiritismo, mas também praticante.

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Nos últimos anos de existência, após convencer-se da imortalidade espiritual do homem e constatar que a comunicação com os ditos “mortos” era possível, realizou sessões entre 1943 e 1945, no Brasil, e na Argentina, entre 1946 e 1947.

Esta conversão Deus e após receber mensagens de seis amigos seus, todos falecidos anos antes, através de suas comunicações, numa sessão de copinho, isto é, numa mesa onde se colocavam as peças de um alfabeto na posição de uma circunferência e no centro um copo emborcado.

As pessoas, sentadas, colocavam sobre o copo dois dedos, e este movia-se, marcando as letras, formando palavras e mensagens.

Tudo ocorreu num dia em que, retornando para casa, ainda descrente destas coisas, encontrou sua família reunida, fazendo este exercício.

Aquela atividade era comum em sua casa, mas nunca quisera tomar parte. Contudo, naquele dia, após uma discussão em que se irritara defendendo suas ideias materialistas. Mesmo grande admirador de Schopenhauer, embora tivesse muita ternura por Jesus Cristo, decidiu participar.

Começou a fazer perguntas, e, uma a uma estas foram respondidas:

Naquela noite, porém, tive desejo de dirigir as perguntas. Tomei o bloco e o lápis e iniciei-as.

Minha surpresa foi imensa, pois quem quem se apresentou (…) foi um grande amigo meu, morto há anos (…).

Fiquei estarrecido. Era o Adalgiso Pereira, grande e culto gramático (…).

A seguir, vieram outros amigos, dando-­me, alegremente, suas mensagens (…).”

Eram de seis grandes amigos, desaparecidos há anos: Adalgiso Pereira, Manéco Lopes (o vovô do jornalismo), Amadeu Amaral, Arthur Neiva (o sábio), Martins Fontes (acredita-­se que tenha sido ele) e outro cujo nome se perdeu.

Desta forma, deixamos aqui nossas homenagens à Monteiro Lobato; numa singela pincelada sobre este grande brasileiro; mais um a quem o Brasil deve muito…

Fábio Dionisi

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