LUZ INFINITA

Metamorfoses por Aécio César

Você alguma vez já parou para pensar que não foi de um dia para outro que a raça humana apareceu na Terra consciente da sua situação de inferioridade e presa a um livre-arbítrio nem tão livre assim? Que teve várias metamorfoses até que conquistasse a razão e, concomitantemente, uma forma, a humana?

Se não pensou nisso ainda, vamos ver o que o Instrutor Calderaro disse a André Luiz no livro “No Mundo Maior”, na psicografia de Chico Xavier. Vejamos: “Desde a ameba, na tépida água do mar, até o homem, vimos lutando, aprendendo e selecionando invariavelmente”. Muitos devem estar se perguntando e, peremptoriamente não aceitando essa condição de ameba. E muito menos se seria necessário passar por essas etapas animalescas até o homem. Sim. Sem essas etapas não estaria eu escrevendo e você lendo minhas humildes considerações a respeito.

A vida é cheia de transformações em que nela se encaixa o homem. Se pudéssemos lembrar do que fomos, com toda certeza daríamos, hoje, mais atenção a esse corpo sagrado que temporariamente reveste o nosso Espírito na sua ascensão de glória.

Mas, diante de inúmeras metamorfoses pelas quais tivemos que passar, necessário foi que não nos lembrássemos desses estágios primitivos para que o choque não nos venha desanimar na sanha do homem até o anjo.

A luta com certeza foi grande e ainda será. A evolução aqui fala mais alto. E para os que conseguiram resistir aos açoites da jornada, milhares de outros estão aprendendo a longos haustos na escola disciplinar a aprumar seus espíritos na engrenagem viva da Criação.

Algum desequilíbrio todo ser humano ainda não espiritualizado sempre terá de pequena ou de grande monta. Até que, a consciência iluminada dotada de razão pura, fácil lhe será equacionar sanções de raciocínio quanto à vivência e convivência com outro semelhante perante Deus.

Nada teremos sucesso se não engendrarmos nos cálculos espirituais pelos quais todo espírito em si, tem como fórmula sagrada a imortalidade. O infinito ainda nos reprime porque construímos em nós um mundo fictício fechado às sanções divinas onde Deus, nele, não existe. Aí quando a morte destrói esse mundinho em que acostumamos viver, somos levados forçosamente a crer em algo maior, mais substancioso com a verdade que a tudo nos favorece em razão e sentimento.

Portanto, nas inúmeras metamorfoses ambulantes que venhamos ainda a sofrer, reconheçamos a Misericórdia Divina como mentora dos nossos sucessos porvindouros. Acudamos a nós mesmos para que a ignorância possa ser simples lembrança proveitosa do que fomos e do que nos tornamos hoje independentes, dela, dos insucessos e fracassos por nós perpetradores. Comigo, Leitor Amigo?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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