ARTE DE ESCREVER BEM

Importância da Vírgula – Parte V por Antonio Nazareno Favarin

MAIS EXEMPLOS E COMENTÁRIOS DO USO CORRETO DA VÍRGULA

  1. Surgindo a lua, começou a serenata.

Terminado o ano, todos os funcionários foram premiados.

Comentário: a vírgula é usada, aqui, para separar as orações reduzidas de gerúndio e de particípio, destacados em grifo.

  1. Os jogadores treinavam, e o técnico observava-os atentamente.

Comentário: usa-se vírgula, também, antes das conjunções “e” e “nem” quando o verbo da segunda frase é diferente do verbo da frase anterior. Este é um caso bem sutil e requer uma atenção especial.

  1. As dificuldades, venci-as todas com muito entusiasmo.

Comentário: emprega-se a vírgula em casos de pleonasmo, isto é, de elementos repetidos, para dar ênfase. No caso, é o pronome “as”, em destaque, que aparece depois do verbo, e está substituindo a palavra “dificuldades”.

  1. – Pelas 11 horas do dia, que fora de sol ardente, chegamos ao nosso destino.

– Rafael, que gosta de futebol, assistiu ao último jogo de seu time.

Comentário: os textos acima destacados classificam-se como orações adjetivas explicativas, isto é, explicam algo sobre os substantivos “dia” e “Rafael” a que se referem e, por isso, são isolados por vírgulas.

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Terminamos aqui e nesta semana, com este quinto bloco, a apresentação de 24 exemplos diferenciados sobre o emprego correto da vírgula.

Como dissemos na primeira parte de deste tema, o uso da vírgula não pode ser arbitrário ou aleatório; isto é, não podemos usá-la de forma indiscriminada, ao nosso capricho; pois, existem regras e estas foram minuciosamente comentadas em cada item nessas duas dúzias de exemplos distintos apresentados nessas últimas cinco semanas.

Saibamos que “vírgula é uma marca gramatical que indica um deslocamento sintático” e saber aplicá-la demanda compreensão nítida de qualquer texto que escrevemos.

Por isso, reiteramos dizendo que não podemos, em hipótese alguma, separar elementos que mantêm, entre si, íntima conexão sintática, isto é, não se emprega vírgula entre o sujeito, o predicado e os objetos direto e indireto. Exemplo:

O detalhamento progressivo daquele sistema revelava falhas ao setor.

Sujeito: “o detalhamento progressivo daquele sistema;
Predicado: “revelava”;
Objeto direto: “falhas”;
Objeto indireto: “ao setor”.

Vejamos, então, que, na frase acima, não há vírgulas entre as quatro classificações de que é constituída a frase: sujeito – predicado – objeto direto e indireto. Nesses casos, o texto deve, sempre, fluir livremente, sem o uso da vírgula.

Enfim, é bom seja esta matéria bem fixada e, para quem tem, ainda, dúvidas, sugerimos uma releitura atenciosa destes últimos cinco blocos de nosso estudo, distinguindo caso a caso e, com certeza, passará a utilizar, com segurança, a vírgula na escrita.

 

Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.
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1 Comentário

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  • Parabéns pela aula, Sr. Antonio!
    Às vezes um pouco complicado o uso da vírgula.
    Muito boas explicações.

    Fernando Freire