LUZ INFINITA

Ilusão: Vilã ou Aliada? por Aécio César

Você alguma vez já parou para pensar que a ilusão aproveita das nossas fantasias para alimentá-las de uma realidade que jamais existe? O homem gosta de iludir-se embora saiba que a ilusão é válvula de escape para os mais terríveis pesadelos.

Alucinógeno bastante efetivo nos porões da sentimentalidade humana, busca ela, a ilusão, submeter o homem às suas raias por onde se manifesta apenas loucura metamorfoseada de alimento ineficaz da própria vontade.

Sobre o tema, vamos refletir no que nos diz o Instrutor Eusébio em sua preleção fabulosa nos planos espirituais informada por André Luiz no livro de sua lavra “No Mundo Maior” na psicografia de Chico Xavier: “Abandonai a ilusão, antes que a ilusão vos abandone”. Profunda tal citação, não acham?

Não podemos jamais igualar em significado ilusão e esperança. A primeira nos sujeita a ser e ter o que não somos e o que não podemos ter; já a segunda nos prima de virtude altaneira alimentada pelo esforço de atingir algo real e merecedor do nosso esforço. É luz benfazeja dos nossos desejos alvejados de benesses em que Deus nos presenteia por termos a fé como fidelidade aos Seus desígnios.

Se queremos saber o que desejamos é ilusão ou realidade, vamos refletir no seguinte axioma: “Você é aquilo que pensa, fala e faz com objetivo centrado na realidade dos fatos”. Sim. Na realidade dos fatos, ou seja, de pés firmes no chão não deixando com que aventuras passageiras macule seus mais fervorosos pensamentos.

Não somos tão ignorantes a ponto de não sabermos o que é bom ou ruim para nós mesmos, embora devemos convir que para muitos a ilusão só termina quando o seu idealizador se cansa de ser o que realmente ainda não é.

A ilusão é máquina de fazer dinheiro falso. É ouro de tolo. É comprar gato por lebre. É sentir-se rei embora seja ainda mendigo. É ser ventríloquo sendo objeto de uso de terceiros. É se tornar “mula” de espíritos mais poderosos, mais inteligentes, que manipulam sentimentos através de pensamentos que lhes fazem crer na própria utopia alimentada a gosto do freguês.

Ser ou não ser? Eis a irremediável questão. É a resposta que não quer calar embora se cale por falta de princípios religiosos, de caráter ilibado, de personalidade sem experiência na vida, aquela eterna.

Portanto, não sejamos a partir de então palhaços de nós mesmos. Vamos arrancar as diversas máscaras que nos prendem a um palco fictício, onde os verdadeiros Homo sapiens não se vinculem a papéis onde atores se mostrem ao público o que não são na vida real. Comigo, Leitor Amigo?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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