LUZ INFINITA

A Idolatria por Aécio César

IDOLATRIA

Como poderemos nos livrar das exigências dos parentes e amigos quando a morte, deles, se nos fazer afastar? Cremos e isso é fato observado por todos nós por amigos e parentes que nos deixam, sentimo-nos sem chão, sem motivação de seguir em frente, da ausência do apoio verossímil que muitos assim tiveram.

Creio que essa situação é delicada, principalmente para aqueles que acreditam que, com a morte, tudo acaba, todo sentimento filial e fraterno termina com o nosso decesso. Mas graças a Deus, a esse Deus Misericordioso e Justo não podemos pensar dessa maneira.

O assunto dessa semana é sobre a idolatria que fazemos aos nossos afetos, privando-os de até mesmo de desencarnar. Para esses é terminantemente proibido seguir caminho com a morte. Egoísmo ao extremo, não é mesmo?

Vejamos o que a irmã Zenóbia diz à servidora que estava prestes a desencarnar mas não desejava se ausentar das pessoas que ainda “precisavam” dela. Como comportaria ela ante essa situação? Como fazer-lhes sentir a realidade dos fatos? Vejamos o que a orientadora lhe disse: “A morte é melhor antídoto da idolatria”.

Para muitos esse pensamento vai soar um pouco indiferente, não é mesmo? Mas continuemos a ouvir a conversação:

“Com a sua vinda operar-se-á a necessária descentralização do trabalho, porque se dará a imposição natural de novo recomeço a cada um”.

Mais claro impossível, não é mesmo?

Com a ausência dela, todos aqueles que diretamente precisaram dela, terá um novo princípio de ideias e ideais onde será necessário novos horizontes no sentido de continuar na lida, agora, uns ajudando os outros sistematicamente.

Para amenizar aquela situação a irmã Zenóbia iria conversar com os colaboradores que tinham o maior afeto e carinho para com a servidora Adelaide. Com certeza essa imposição estava gerando para moribunda tremendos sentimento de tristeza, de inquietação e até mesmo de revolta para com o Criador.

Mas devemos convir que mesmo Deus tivesse prorrogado essa despedida, com certeza o corpo físico não aguentaria mais as atividades que desenvolvia, como também o peso da fragilidade entraria em colapso nesse contexto. Zenóbia, procurou então entreter a equipe de André Luiz com assuntos mais positivos por onde Adelaide também passou a ouvir enquanto ainda separada do corpo físico nos momentos de sono físico.

Relatou os trabalhos das expedições socorristas que ganhavam e muito experiências no que mais gostavam de fazer. E a pupila querida ali por todos ficava mais animada afastando de si mesma as sombras da intranquilidade e do desespero. O que não faz a Espiritualidade Amiga no sentido de trazer certo conforto a irmãos que tem em sua bagagem, o merecimento desses diálogos de amor e paz. Concorda comigo, Leitor Amigo?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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