ARTE DE ESCREVER BEM

“Haja Visto” ou “Haja Vista”? por Antonio Nazareno Favarin

Correto: haja vista

Comentário: convivemos dia a dia com dúvidas sobre o bom uso dessa expressão linguística. “Haja vista” é a forma sintetizada equivalente a “veja”, e é sinônima de: “tendo em conta”, “tendo em vista”, “a julgar” etc. É sempre invariável em qualquer gênero e número que estejam seus complementos. A palavra “vista” é usada na forma feminina e é sinônima de “olho”.

Exemplos: – haja vista a lógica e a conduta segura da Doutrina que professas;

                 – haja vista seus esforços para atingir um patamar mais elevado;

                 – haja vista suas interpretações com traduções tendenciosas.

  1. “HAJA” ou “AJA”?

Comentário: há muitos brasileiros que têm dúvida sobre o uso desses dois verbos homófonos.

Haja – é a flexão ou conjugação do verbo “haver” na 1ª e 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo ou do imperativo. É sinônimo de “acontecer”, “existir”, “ocorrer” etc.

Exemplo: nosso desejo é que haja (exista) sempre muita harmonia e bem-estar entre as pessoas.

Aja – é a conjugação do verbo “agir” na 1ª e 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo ou do imperativo, significando “atuar”, “proceder”.

Exemplo: convém que ajas (procedas) sempre dentro de uma boa conduta para seres uma pessoa de bem.

Nota: vejamos, numa mesma frase, a diferença entre um e outro verbo: convém que ajamos (atuemos) sempre com bom senso para que não haja (ocorra), posteriormente, nenhum arrependimento.

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  1. “GOSTAMOS E COMEMOS MAÇÃS”?

Correto: gostamos de maçãs e comemo-las

Comentário: o verbo “gostar”, no caso, é transitivo indireto e exige uma preposição (gostar de alguma coisa) e “comer” é transitivo direto (comer alguma coisa); portanto, cada verbo deve ter, em frases desse tipo, complemento próprio.

Nota: nossa gramática parece-nos um pouco complicada, não nos parece? É só questão de mantermos, sempre, um olhar crítico sobre o que dizemos, e ampliarmos, na medida do possível, nosso conhecimento dos fatos que norteiam a Língua Portuguesa.

Ninguém pode desistir porque achou isso ou aquilo difícil ou porque se equivocou. Sigamos essa máxima: “É mais fácil chegarmos ao acerto pelo erro que pela confusão” (Francis Bacon – 1561 – 1626).

Nossa Língua é linda, majestosa, eclética! “É a Flor do Lácio Inculta e Bela”, como nô-la definiu Olavo Bilac (1865 – 1918), referindo-se à última Língua derivada do Latim Vulgar, falada no Lácio, uma região italiana.

 

Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.
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1 Comentário

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  • Parabéns! Infelizmente, há muitas pessoas que escrevem erradamente em nosso país.