ARTE DE ESCREVER BEM

“Este”, “Esse” ou “Aquele” por Antonio Nazareno Favarin

“Este”, “Esse” e “Aquele” são pronomes demonstrativos, utilizados em situações diferentes, com referência ao tempo e espaço. Contraem-se com as preposições “a”, “em” e “de”. Havendo inúmeras dúvidas sobre seu uso, objetivamos, nesta página, elucidá-los, para dirimirmos quaisquer incertezas quanto ao seu emprego correto.

  1. “Este” e seus equivalentes “Esta” e “Isto” indicam algo que esteja próximo de quem fala.

Exemplos:

Este livro, o Livro dos Espíritos, contém os princípios da Doutrina Espírita em 1.019 perguntas com as respectivas respostas, ditadas pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, em 1857, por intermédio de diversos médiuns.

Nesta noite, irei assistir, pela internet, à palestra “O nosso Pensamento Cria a Vida que Procuramos” – de Haroldo Dutra Dias.

Isto que está proposto neste bloco soluciona toda dúvida sobre o uso dos pronomes demonstrativos.

 

  1. “Esse” e os de seu conjunto “Essa” e “Isso” indicam sempre algo um pouco afastado de quem fala e próximo de um interlocutor.

Exemplos:

– Nossa! Esse seu livro está bem elaborado! (o livro está com seu autor – um pouco distante do locutor).

Essa semana foi ótima para todos nós (aqui, o demonstrativo essa exprime ideia de   um passado recente).

Isso que você falou há pouco na palestra transformará muitos corações.

 

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  1. “Aquele” e os seus equivalentes “Aquela” e “Aquilo” expressam algo que está distante de quem fala e, também, de quem ouve.

Exemplos:

– “Dá-se àquele que já tem e se tira daquele que não tem” (S. Marcos, IV, 25).

– Ele, depois de formado, dedicou-se àquela tarefa, que é sua especialidade.

– No texto que elaboramos, nos referíamos àquilo que estava combinado.

     Obs.: Os pronomes “isto” (esta coisa), “isso” (essa coisa) e “aquilo” (aquela coisa) são resquícios do gênero neutro latino e devem ser usados referindo-se, sempre, a coisas e nunca a pessoas; senão, teriam sentido pejorativo.

PENSAMENTO

“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte” – Mahatma Gandhi (1869 – 1948).

Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.

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