ARTE DE ESCREVER BEM

CONTRATO “A MEIAS” ou CONTRATO “A MEIA”? POR ANTONIO NAZARENO FAVARIN

CONTRATO “A MEIAS” ou CONTRATO “A MEIA”?

Correto: contrato a meias.

Explicação: a expressão a meias significa: “meio a meio”, “de sociedade” etc.

Exemplo: Paulo contratou um intermediário para obter, a meias, bons lucros.

Nota: há casos na Língua, como esse, que nos parecem estranhos devido a viciações constantes; porém, seguindo sempre o raciocínio lógico e o bom senso, não incorreremos em equívocos.

“PRECISO” ou “PRECISO DE”?

Explicação: o verbo “precisar” caracteriza-se transitivo direto e indireto, dependendo do sentido que lhe é atribuído na frase. Vejamos os dois casos diferenciados, separadamente:

a) Quando indica algo com precisão, isto é, quando particulariza alguma coisa, o verbo “precisar” é transitivo direto.

Exemplo: o juiz não precisou a hora exata ao iniciar o jogo.

b) No sentido de ter necessidade de alguma coisa, a regência desse verbo deve ser indireta.

Exemplo: o Brasil, mais que em qualquer outra época, precisa de bons governantes para salvaguardá-lo da crise.

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Nota 1: em alguns casos, a preposição “de” pode ser anteposta ao verbo.

Exemplo: parafraseando: o método simples, coerente e pragmático de que precisamos para melhorar os conhecimentos relacionados à nossa sintaxe encontra-se nas questões recebidas, semanalmente, intituladas: “ARTE DE ESCREVER BEM”.

Nota 2: na voz passiva e seguido de preposição, o verbo “precisar” permanece na terceira pessoa do singular, mesmo estando seu complemento pluralizado.

Exemplo: precisa-se de bons dirigentes para governarem este país (e não: “precisam-se” de bons dirigentes).

Nota 3: estando o verbo “precisar” no infinitivo, dispensa-se a preposição “de”.

Exemplo: todos os brasileiros precisam votar conscientemente (e não: “precisam de votar…”).

Para reflexão: “sempre que pensamos em mudar, queremos tudo o mais rápido possível. Não tenha pressa, pois as pequenas mudanças são as que mais importam. Por isso, não tenha medo de mudar lentamente. Tenha medo, sim, de ficar parado” – provérbio chinês.

“Só podemos vencer o adversário com amor, nunca com ódio” – Mahatma Gandhi.

 

Antonio Nazareno FavarinAntonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.
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