Você alguma vez já parou para pensar que numa obsessão os dois cérebros – do encarnado e do desencarnado – estão em um nível de sintonia tão forte, que difícil é distinguir quem está obsedando quem? Somente com uma observação mais atenta, mais sucinta, poderemos aliar um tratamento benéfico e mais profícuo.

Para que esse meu pensamento seja mais preciso, vamos analisar o que André Luiz nos relata quando visitava um hospital na Terra em companhia do instrutor Calderaro em seu livro “No Mundo Maior”, na mediunidade de Chico Xavier. Eles se dirigiram a um senhor enfermo em que uma entidade o obsedava. Vejamos:

“Tive a impressão de que, se lavássemos, por dentro, o cérebro do amigo estirado no leito, escoimando-o de certos corpúsculos mais pesados, seria ele quase igual, em essência, ao da entidade que eu mantinha sob exame”.

Como podemos observar em primeiro plano, a sintonia entre a população invisível com a dos encarnados impressiona à visão mais sensível. Uma grande maioria de pessoas é sugestionada a praticar certas ações que em juízo mais transparente, teria melhor elucubração acerca de pensamentos de terceiros, principalmente aqueles advindos de entidades residentes nos planos invisíveis e, as quais, muitos não acreditam existirem.

O homem na sua conquista em raciocinar, não calibra suas emoções deixando-as à ventania das circunstâncias que próprio cria supostamente aceitas a seu bel-prazer. O pensamento é qual limalha de ferro que será atraído por outro de igual essência. Os semelhantes se atraem, principalmente quando nessa permuta esteja em jogo as variações de sentimentos.

Tanto o bem quanto o mal são sensações aleatórias em que o cérebro computa como necessidade primordial do homem a extrair do coração toda sombra ou toda luz que nele se encontra abundante. Mas, sem controle ou conhecimento das consequências do que se pensa, fácil será para entidades de igual teor de pensamentos arregimentar energias salutares no sentido de fortalece-las indiferentemente ao comando daquele que se tornou sua vítima.

O pensamento é vida. E o cérebro como oficina das sensações físicas e espirituais produz toda e qualquer ideia que lhe venha aferir em seu mecanismo. Portanto, luz e sombra é responsabilidade de todo ser humano que já raciocina e sabe muito bem o que é errado e o que é certo. Nada fazemos que a nossa ignorância seja ou esteja totalmente inconsciente. Nossa consciência é o sensor das nossas ações. Ela sempre nos alertará direta ou indiretamente sobre tudo que pensamos, falamos ou fazemos. Agora cabe a cada um de nós analisar melhor nossos pensamentos para que eles não sejam assaltados por batedores do Além ávidos por vítimas inconsequentes e invigilantes que em nada se preocupam se sua casa mental está sendo frequentada principalmente por legiões das trevas. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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