LUZ INFINITA

Atores e Atrizes por Aécio César

Você alguma vez já parou para pensar que no palco do mundo somos verdadeiros atores e atrizes mudando apenas de figurino através das reencarnações compulsórias? Somos convidados para o baile de núpcias em que sempre o atentamos com as diversas máscaras que supostamente pensamos esconder o nosso lado negro e obscuro.

Em continuação com a preleção de Eusébio relatada por André Luiz no livro “No Mundo Maior”, pelas mãos abençoadas de Chico Xavier, encontraremos citações como essa: “Utilizando corpos sagrados, perdemos, entretanto, quais despreocupadas crianças, entretidas apenas em jogos infantis, o ensejo santificante da existência;”.

A cada existência terrena não deixa de ser sacrossanta oportunidade de redimirmos das nossas faltas. Mas, como é constrangedor observarmos nas telas mentais dos humanos a barbárie moral que acaba afundando ainda mais o barco das oportunidades redivivas. Não é por ignorância que o erro se faz presente nas consciências abitoladas em um passado que ainda vibra nas fibras sensíveis de corações atordoados pelas sombras da insensatez e da incúria.

A vida continua, em sua maratona nas horas, a bailar nos anos que passam céleres e que muitas criaturas só a sentem quando o leito lhes acorrenta em dupla prisão corporal e mental. É nesses curtos momentos que o homem pensará melhor com a consciência que sempre esteve ao seu lado lhe dando conselhos, mas que a intempestiva dos instintos os deixaram com ouvidos moucos. Enfim, sob a clarividente observância da razão mesmo acamada, consegue desvencilhar-se da poalha do mundo mostrando a cada um – partícipe – que a vilipendiou durante toda a existência, o seu real valor nos atos que a culminou em réprobos da Criação, alienados e loucos…

Não somos mais crianças, embora as crianças da atualidade nos consolidarizam com uma moral rica em detalhes, que alhures, olvidamos sem pestanejar. É triste os manifestos de almas aprisionadas, em que seus gritos de liberdade vão de encontro à própria honra sem escrúpulos. Enfadonho estas greves que mais se tornaram campos de batalhas, que em nada vivenciam a não ser revolta e ódio.

Como desejar a paz transparente em valores também pátrios que, os seus compatriotas não sabem valorizar o caminho de uma democracia por ora espezinhada e nunca sentenciada como salvadora de uma pátria onde se lavre a ordem em um progresso dinâmico, soberano e justo?

Onde a vida humana sem valor algum em que, mesmo massacrada, rebrilha depois da morte como benção do Senhor aflorando nos próprios sentidos, o seu Som Magistral e Paterno: Vá e vença o mundo. Podemos, sim vencê-lo desfazendo de nós as máscaras usadas para esconder o que de ruim reside em nossos corações. E, também, despindo-nos das nossas vestes teatrais, poderemos transcender em espírito e verdade na vontade do Criador em toda Sua glória e em nossa redenção. De acordo comigo, Leitor Amigo?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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