LUZ INFINITA

A Psique Humana por Aécio César

Você alguma vez já parou para pensar que a psique humana coordena a nossa personalidade atual em que, cada individualidade, nela expressada, se manifesta segundo o bem ou o mal alimentado no coração? De encarnação a encarnação vem o Espírito ganhando em virtudes como perdendo em vícios que o aprisiona ou não nos calabouços da loucura.

Os sentimentos humanos ainda se encontram submetidos às raias dos instintos avassaladores. Com certeza não podemos generaliza-los, mas na sua grande maioria, eles estão arraigados em desequilíbrios assustadores coligados com um passado delituoso.

Com esse meu pensamento, André Luiz pensava também a respeito dos desajustes em que a humanidade se entretinha principalmente quando a morte ceifava a alma do corpo físico levando-a, tal qual é, para lugares em que mais se aprazava. Desejava ele saber mais daquele vírus psíquico em que o homem se alimentava na maldade inaudita, deixando um rastro de sofrimento por onde passava.

E tendo uma oportunidade, procurou o Assistente Calderaro para dirimir as dúvidas que efervesciam seu cérebro. Vejamos o que ele lhe respondeu: “Para transformar-nos em legítimos elementos de auxílio aos Espíritos sofredores, desencarnados ou não, é-nos imprescindível compreender a perversidade como loucura, a revolta como ignorância e o desespero como enfermidade”.

O homem ainda é um aventureiro que usa dos seus instintos para ferir o seu semelhante. Não dá a mínima para o futuro espiritual que lhe aguarda a presença no tribunal da consciência. Mesmo tendo o livre-arbítrio – que não é tão livre assim -, vem ele arregimentando para si nódoas psíquicas que alteram consideravelmente seu status quo ante a sociedade que faz parte.

A perversidade de muitos extrapola todo sentido de hombridade, embora devemos considerar que o espírito, nesse estágio, tem que ter muita força de vontade para se desligar desses fios mentais que o acorrentam ao passado escabroso. Sua loucura não o deixa ver e sentir o quanto precisa de se auto avaliar.

E, quando o desespero aporta nos sentimentos do espírito invigilante, a revolta lhe arrebata todo princípio de compreensão resultando na acusação injusta a Deus pelos momentos difíceis os quais está sentindo na pele. A ignorância de si mesmo o leva a considerar que sempre será a vítima contumaz e o seu semelhante a causa principal do seu desarranjo sentimental. Devemos considerar que todos nós somos enfermos de nascença. E temos todos os recursos para que essas enfermidades sejam eliminadas. A vigilância quanto a prece são antídotos em potencial que, se usados frequentemente, nos fortalecerá ante tantas adversidades do caminho. Procuremos, pois, conhecer a nós mesmos antes de tentar compreender o próximo. Ele está no mesmo caminho de renovação embora para cada um, o ceitil das dívidas se perde no infinito. Comigo, Leitor Amigo?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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