LUZ INFINITA

A Porta Divina por Aécio César

Você alguma vez já parou para pensar que as portas do Céu não se encontram abertas para aqueles que se mostram com uma santidade aparente ao olhos do vulgo em que no seu próprio psiquismo espiritual em destrambelho venha a lhe acusar de falsa modéstia? Que essa porta é aquela estreita pela qual Jesus nos disse passarem somente aqueles dedicados servidores do Senhor em trabalho constante com a Caridade? Caso não pratique nenhuma forma de assistencialismo voluntário, melhor pensar a respeito.

Nesse capítulo vamos analisar que Deus em nenhum momento se encontra restrito a essa quanto a aquela religião e muito menos preso a quatro paredes de uma fé que O sufoca, que O oprime, que O denigre, que O encarcera num puritanismo religioso que foge das raias do verdadeiro cristianismo.

Muito se tem que aprender sobre religiosidade de um povo preso a tradições que apenas visualiza uma cristandade exterior, mas que o seu mundo íntimo retrate carência de espiritualidade.

Vejamos o que nos diz a respeito o Instrutor Eusébio na sua preleção no mundo espiritual relatada por André Luiz pelo lápis do médium Chico Xavier no livro “No Mundo Maior”: “O espiritualismo nos tempos modernos, não pode restringir Deus entre as paredes de um templo na Terra…”. Devemos registrar aqui que esses “… tempos modernos…” dito pelo renomado instrutor dista do ano de 1947, portanto, há mais de 70 anos mas que se encontram hoje, atualizados em todos os seus pormenores. De lá para cá pouca coisa ou nada mudou com relação à essência religiosa pelo qual as pessoas à ela se prendem sem que dela produzem frutos sazonados. Deus está na Natureza, quanto na natureza intrínseca do espírito imortal.

Completando a citação acima: “… porque a nossa missão essencial é a de converter toda a Terra no templo augusto de Deus”. Belíssimo pensamento esse, não acham? A religiosidade de um povo não deve estar tão e só refletida na adoração quanto em orações que qualificam os fiéis do Senhor. Muita coisa há para se fazer para que o nosso “eu” crie asas de esperança e de fé onde com esforço e dedicação iremos exterminando as sombras do personalismo religioso que há muito vem ditando normas e rituais, que não encontram registrados no Livro da Vida Eterna. São modismos que vem estragando toda uma estrutura evangélica dos tempos de Jesus que nos dias atuais perderam consideravelmente a sua essência divina em lúdicas experiências malfadadas que em nada, muitos mercadores da palavra não arrecadam de valores espirituais.

Alguma coisa ainda falta para que todas as religiões se reúnam para que, juntas, possam glorificar Deus numa só linguagem universal. Até então podemos observar atônitos uma Torre de Babel que dia a dia vem ensurdecendo ainda mais corações diletos em lutas intestinas do ver, do sentir, do crer. Qual desses sentidos seria o ideal para a nossa credibilidade com o Senhor, Leitor Amigo?

Ari RangelAécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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